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Arte e Cidade

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Arte para uma cidade sensível

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Programa

O curso tem por objetivo refletir sobre como diferentes trabalhos artísticos se relacionam com as cidades e seus imaginários urbanos para pensar os desdobramentos destas obras nos campos simbólicos e políticos nos quais estão inseridos. A partir de uma análise histórica das transformações nas relações entre práticas artísticas e espaço urbano, o curso busca ampliar as referências de pesquisa e de compreensão do papel da arte no imaginário político da cidade e na formação da sensibilidade urbana.

29/1 - O artista é um propositor de ações: matrizes políticas da arte brasileira.
A arte brasileira sempre esteve ligada a utopias de transformação social através do ato criativo. Neste encontro introdutório vamos passar por práticas artísticas matriciais para a compreensão da arte política brasileira. Há nos anos 60/70 o desejo de desmaterialização do objeto, a "saída do quadro" e a utopia de produzir uma arte democrática a ser experienciada e não apenas contemplada. Os artistas já estavam preocupados em reivindicar o espaço da arte na cidade, criando cortes nos espaços e nos tempos urbanos. Na tentativa de re-poetizar o cotidiano, dissolvendo a arte na vida, para desconstruir as categorias de arte como algo fechado, criando novas modalidades que mesclavam o tempo, a cor, a situação. Vamos ver trabalhos de artistas como Flávio de Carvalho, Nelson Leirner, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Artur Barrio, Cildo Meireles, Lygia Pape, e eventos como os "Domingos de Criação", "Do Corpo a Terra" e coletivos como o 3NÓS3, Viajou Sem Passaporte, Tupinãodá. A proposta é buscar compreender como esses trabalhos se relacionam com as práticas artísticas atuais e criam um ambiente fértil para essas produções.

30/1 - Artistas, coletivos e a disputa simbólica pelos espaços das cidades.
No final dos anos 90 e início dos anos 2000 vimos florescer uma série de coletivos e iniciativas de artistas em todo o território nacional, trabalhando em rede e realizando suas ações nos espaços púbicos. O surgimento de diversos coletivos foi paralelo a um momento de democratização da internet em todo mundo e uma nova forma de se comunicar e trocar informações. Neste momento havia no Brasil também uma série de políticas públicas para a difusão do conhecimento e projetos do Ministério da Cultura que incentivavam o compartilhamento de material cultural, a cultura do copyleft e da disseminação da informação. Isso influenciou muitos os jovens artistas desta época, que criaram uma série de projetos em rede. Daí vem muitas das práticas artísticas que tomam o espaço público, pois havia o desejo de se criar uma forma de arte que fosse mais democrática, livre e conectada com a população. Havia muita apropriação e uma liberdade de se criar e se colocar no mundo. Sem as amarras que a autoria poderia criar no seu fazer artístico.

31/1 - Enxergando o invisível: arte, direito à cidade e resistência política.
A arte sempre se conecta com a realidade em sua volta. Neste momento político no Brasil, há um retorno às ruas com as lutas contra o fascismo e a necessidade de mostrar aquilo que está inviabilizado pelas práticas de comunicação hegemônicas e pelas estruturas de poder. A questão da cultura urbana volta a ter centralidade na esfera pública, pois se mistura às questões de gênero, sexualidade e identidade. Essas são formas de se conectar com práticas que criam contrapontos às estruturas do capitalismo neoliberal. Grupos e artistas também criam obras e intervenções neste contexto. Como a arte pode influenciar os imaginários urbanos? Como a arte pode se misturar aos protestos e produzir sentidos novos? Como a cultura urbana colabora para os movimentos de resistência?

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Bianca Felippe)

Palestrantes

Brígida Campbell

Brígida Campbell

Doutora em Artes Visuais pela ECA-USP, professora do curso de Artes Visuais da EBA-UFMG. Recebeu o Prêmio Bolsa Produção em Artes Visuais da Funarte em 2014 na categoria produção crítica. Autora de Arte para uma cidade sensível (Ed. Invisíveis Produções, 2015).
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

29/01/2019 a 31/01/2019

Dias e Horários

Terça a Quinta, 19h às 21h30.

As inscrições podem ser feitas a partir de 19 de Dezembro, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 15,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 25,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 50,00 - inteira