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Imagem e Antropologia
Intersecções possíveis

Imagem e Antropologia

Cinema, fotografia, desenho e vídeogame... A princípio são linguagens visuais utilizadas em diversos contextos.

Mas você já pensou nas relações dessas linguagens com a antropologia? Não?

Elas remontam aos primórdios de ambas as práticas – já no começo do século XVIII expedições antropológicas levavam câmeras fotográficas para suas incursões de campo. Essas relações – às vezes transparentes e objetivas, outras tantas em segundo plano e ilustrativas – têm diversas complexidades, e é isso que o ciclo de palestras “Imagem e antropologia: intersecções possíveis”, realizado durante o mês de junho no Centro de Pesquisa e Formação, busca discutir.

Durante os encontros vamos explorar as imagens enquanto objeto e método de pesquisa antropológica, abarcando tanto questões teóricas quanto analíticas.  Nesse sentido, as cinco palestras procuram abordar o tema de modo geral e em suas especificidades.

No primeiro encontro a pesquisadora Andréa Barbosa fará uma reflexão sobre a trajetória conjunta e conflituosa das imagens com o campo antropológico. Já as demais palestras buscam explorar os diversos vieses abertos por essa trajetória.

Desenho, fotografia, cinema e vídeogame...

Cada linguagem visual apresenta novos caminhos e problemas para a antropologia social.

Como lidar com a abertura, a subjetividade e a reflexividade da imagem na antropologia?
Como usar e transformar a disciplina antropológica a partir da imagem?
Por sua vez, como a antropologia pode impactar as práticas e as linguagens visuais?

Os palestrantes buscarão abordar a discussão de cada linguagem visual na disciplina, as principais questões e os problemas colocados diante dessa relação. Além disso, irão explorar tais problemas em suas especificidades, apresentando pesquisas e trabalhos de campo como mote e exemplo de discussão do tema.

Fica o convite para pensarmos outras possibilidades para as linguagens visuais que já conhecemos.
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Ane Rocha
Mestre em Antropologia Social (Universidade de São Paulo) e animadora cultural do Centro de Pesquisa e Formação.