Atividades

Vertentes da criação e expressões do erotismo na literatura brasileira

Contextos
A erótica literária brasileira

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Programa

Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação no ato da inscrição, com no mínimo dois dias de antecedência da atividade.


 


“... três brasileiros estão juntos, estão falando porcaria” (Mário de Andrade)


 


 “Pênis, logo existo” (Reinaldo Moraes)


 


“Só o rosto é indecente. Do pescoço para baixo podia-se andar nu” (Nelson Rodrigues)


 


Embora a literatura brasileira conte, em vários momentos, com exemplos expressivos da expressão erótica – tais como os de Gregório de Matos, Bernardo Guimarães ou Gilka Machado –, talvez se possa dizer que tal vertente só ganha legitimidade entre nós a partir da Semana de 22, com o surgimento do Modernismo. Do deboche escatológico de Oswald de Andrade à erótica requintada de Manuel Bandeira, o que se percebe a partir de então é a consolidação de um veio literário que tem seus pontos altos tanto na dicção cômica, de veio paródico, quanto na elegíaca, que demarca seu polo oposto. Entre uma e outra, estão a sensualidade sombria de Augusto dos Anjos, o erotismo mítico de Murilo Mendes, os contos libidinosos de Dalton Trevisan, o intimismo sensual de Ana Cristina César, a poética cósmica e lasciva de Roberto Piva ou a obra obscena de Hilda Hilst, entre tantas outras máscaras por meio das quais se pode apreciar a misteriosa face de Eros no país.


 


O curso pretende apresentar um roteiro da erótica literária brasileira, tendo em vista um balanço de sua produção e uma discussão de suas linhas de força. Para tanto, abordará algumas das principais figuras de pensamento e formas de criação que compõem a expressão escrita da sexualidade no país do século XVII até os dias de hoje.


 


As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

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Bibliografia

ALEXANDRIAN, Sarane. História da Literatura Erótica, tradução de Ana Maria Scherer e José Laurênio de Mello, Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

 

BATAILLE, Georges. O Erotismo, tradução de Fernando Scheibe, Belo Horizonte: Autêntica, 2014

 

CALVINO, Ítalo. “Definições de Territórios: o Erótico (o Sexo e o Riso)” IN: Assunto Encerrado. Discursos sobre literatura e sociedade. Tradução: Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, pág. 251-255.

 

HILST, Hilda. O caderno rosa de Lori Lamby. São Paulo: Globo, 2005.

 

HUNT, Lynn (org.), A invenção da pornografia - A obscenidade e as origens da modernidade, 1500-1800, tradução de Carlos Szlak, São Paulo: Hedra, 1999.

 

MILLER, Henry. Obscenidade e reflexão. Tradução de Pedro Alvim. Almada: Veja Limitada, 1991.

 

MORAES, Eliane Robert (org.) Antologia da poesia erótica brasileira, São Paulo: Ateliê, 2015

 

MORAES, Eliane Robert, “O efeito obsceno”, In Cadernos Pagu (UNICAMP), Campinas, v. 20, p. 122-130, 2003. http://www.scielo.br/pdf/cpa/n20/n20a04.pdf

 

MORAES, Eliane Robert, “Topografia do Risco -O erotismo literário no Brasil contemporâneo” In Cadernos Pagu (UNICAMP), v. 31, p. 419-438, 2008.

 

http://www.scielo.br/pdf/cpa/n31/n31a17.pdf

 

MORAES, Reinaldo, Umidade, São Paulo, Companhia das Letras, 2005.

 

PAES, José Paulo, “Erotismo e Poesia”, In Poesia Erótica em tradução, São Paulo, Companhia das Letras, 1990.

 

REVISTA DA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE, no. 69 – Dossiê “Obscena”, São Paulo, 2014 http://imprensaoficial.com.br/PortalIO/download/pdf/rbma69.pdf

 

SONTAG, Susan. “A imaginação pornográfica”, In A vontade radical: estilos. Tradução de João Roberto Martins Filho. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

 

TERESA 16 – Revista da pós-graduação em literatura brasileira da USP, Dossiê “Malditos nos trópicos”, São Paulo: Usp, 2015 http://literaturabrasileira.fflch.usp.br/ 

 

TREVISAN, Dalton, Contos Eróticos, Rio de Janeiro: Record, 2002.

Data

02/12/2015 a 16/12/2015

Dias e Horários

Quartas, 15h às 18h.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira