Atividades

Investigação teórico-prática da fotografia encenada latino-americana

Contextos
A fotografia encenada latino-americana

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Programa

Oficina de corpo e imagem num contexto onde, aparentemente, tudo à nossa volta se reorganiza e submete ao fotográfico, a uma concepção normativa de autoria, sua inserção dentro das formações massa-culturais, a referencialidade teimosa e consequente perfuração da autonomia estética.
Segundo George Baker o pós-modernismo poderia ser descrito como um evento fotográfico.

Para alguns a eflorescência da teoria e prática fotográfica nesse período foi algo como o último suspiro do meio, um brilho crepuscular antes do anoitecer. Que o objeto fotográfico teorizado teria sucumbido nos últimos dez anos à sua recodificação digital, e o mundo da arte contemporânea parecia ter mudado, literalmente, para um que teríamos que chamar de cinematográfico em vez de fotográfico. Mas para Baker, ao invés de se reduzir, "expandiu-se" o campo da prática fotográfica. E hoje, quase quinze anos depois do texto Photography's expanded field ter sido escrito, o fotográfico está além de definições binárias.

Ao longo deste processo observar-se-á a fotografia a partir da prática teatral. Tendo como referência o trabalho do antropólogo Victor Turner sobre o ritual e o jogo. Ambos comportamentos instintivos que partilhamos com os animais, com a diferença de que, após o cumprimento das suas funções de sobrevivência, aprendizagem e sociabilização, se mantém como fonte de criatividade e lazer na vida adulta do ser humano (Schechner, 1977).

Reconhecendo no teatro características ritualísticas, tais como a liminiaridade do espaço e do tempo, a reunião de uma comunidade e a capacidade de transformação, Richard Schechner (1985) instituiu o paradigma antropológico, aquando da criação dos Estudos de Performance nos anos 70 (Performance Studies), na Universidade de Nova Iorque.

O novo campo acadêmico propõe-se ampliar o objeto de estudo, considerando a performance não apenas a performance artística mas englobando todas as práticas culturais em que há investimento de ações no espaço público (Pais, 2018:15).

Segundo a pesquisadora a valorização da arte como experiência ganha terreno nos anos 60/70, em grande parte promovida pela performance art, cujas premissas fusionais entre arte e vida e a diluição de fronteiras entre fazedores e espectadores marcam sucessivas gerações nas artes performativas e nas artes visuais.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Divulgação)

Palestrantes

Filipe dos Santos Barrocas

Filipe dos Santos Barrocas

Artista visual, pesquisador e arquiteto. É doutorando e mestre em artes visuais pela ECA USP. [filipedossantosbarrocas.eu]
(Foto: Acervo Pessoal)

Gabriela Flores

Gabriela Flores

Atriz e pesquisadora. Licenciada em Arte-Teatro pela UNESP. Trabalhou com Myriam Muniz, Antunes Filho, Samir Yazbek, e na Companhia da Mentira.
(Foto: Acervo Pessoal)

Bibliografia

PAIS, Ana. Ritmos afectivos nas artes performativas. Lisboa: Edições Colibri, 2018
BAKER, George. Photography's expanded field. October 114, Fall 2005, pp.120-40
SCHECHNER, Richard. O que é performance. Tradução Dandara. In O Percevejo - Revista de Teatro, Crítica e Estética do Departamento de Teoria de Teatro. Programa de pós-graduação em Teatro-Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ano 11. N12. 2003 - pp. 25 - 50. Rio de Janeiro, 2003.

Data

09/12/2019 a 12/12/2019

Dias e Horários

Segunda a Quinta, 10h às 13h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 28 de novembro, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Valores

R$ 4,50 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 7,50 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 15,00 - inteira