Atividades

As diferentes noções sobre arte negra e as dificuldades de conceituação dessa área

Contextos
Artes negras: o que (não) são, afinal?

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Programa

As discussões sobre direitos civis, identidades negras, direito à memória e à diversidade têm se avolumado na agenda política do país. No terreno das artes, essas discussões também têm ganhado fôlego.

O crescente interesse pela área se faz revelar na profusão de debates, exposições de e sobre arte negra organizados nos últimos 30 anos, em especial na última década. Estruturado em três encontros, o curso se debruça sobre um mosaico de usos, interpretações e definições que dão corpo e sentido, ainda que instável, a essa arte de variados nomes - afrodescendente, afro-orientada, diaspórica, preta.

Para tanto, retoma os principais estudos voltados ao tema, algumas exposições emblemáticas (das mais antigas, como a Exposição de Arte Afro-Brasileira - Recife, 1934, a mais recentes, como a mostra Histórias Afro-Atlânticas - São Paulo, 2018), práticas de artistas negros e negras contemporâneos, e os contextos de fundação de duas instituições decisivas - o Museu Afro-Brasileiro, em Salvador, e o Museu Afro Brasil, em São Paulo.

O título alude ao importante texto de Kabengele Munanga, "Arte afro-brasileira: o que é, afinal?" (2000), no intuito de revisitá-lo à luz de questões político-estéticas mais recentes. Afinal, quando se faz ou se fala em arte negra, do que se está falando e o que se está fazendo?

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Arte: Abdias Nascimento)

Palestrantes

Hélio Menezes

Hélio Menezes

Mestre e doutorando em Antropologia Social pela USP. Foi coordenador internacional do Fórum Social Mundial de Belém, Dacar (Senegal) e Túnis (Tunísia). É Curador de Literatura do Centro Cultural São Paulo, curador do Museu de Arte Osório César. Foi um dos curadores da exposição Histórias Afro-Atlânticas (MASP e Instituto Tomie Othake, 2018).
(Foto: Georgia Niara)

Bibliografia

Mostra do redescobrimento: Negro de corpo e alma. Catálogo da exposição. São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.¿
Mostra do redescobrimento: Arte Afro-Brasileira. Catálogo da exposição. São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000
Histórias Afro-Atlânticas. Catálogo da exposição. São Paulo: MASP: Instituto Tomie Ohtake, 2018.
ARAUJO, Emanoel.  "O negro e as artes no Brasil". In: SCHWARCZ, L. M.; & QUEIROZ, R. (orgs.). Raça e diversidade. São Paulo, Edusp; Estação Ciência, 1996.
A mão afro-brasileira: significado da contribuição artística e histórica. 2a. ed. revista e ampliada. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/ Museu Afro Brasil, 2010.
CLEVELAND, Kimberly L. Black art in Brazil - expressions of identity. University Press of California, 2014.
CUNHA, Marianno Carneiro da. "Arte afro-brasileira". In: ZANINI, Walter (Ed.). História geral da arte no Brasil, vol. II. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 1983.
HALL, Stuart. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2013.
MENEZES NETO, Hélio Santos. Entre o visível e o oculto: a construção do conceito de arte afro-brasileira. Dissertação (Mestrado)- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Departamento de Antropologia. São Paulo, 2018.
MENEZES NETO, Hélio Santos. "Exposições e críticos de arte afro-brasileira: um conceito em disputa". In: Histórias Afro-Atlânticas: antologia. 1ed.São Paulo: MASP, 2018, v. , p. 575-593.
MOURA, Carlos Eugenio Marcondes de. A Travessia da Calunga Grande - Três Séculos de Imagens sobre o Negro no Brasil (1637-1899). Edusp: São Paulo, 2012.
MUNANGA, Kabengele. "Arte afro-brasileira: o que é, afinal?" In: AGUILAR, Nelson (org.). Mostra do redescobrimento: Arte afro-brasileira. São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.
NASCIMENTO, Abdias. "Carta Aberta ao Festival Mundial das Artes Negras". In: Tempo Brasileiro, ano IV, número 9/10, abril-junho de 1966.

Data

28/11/2019 a 12/12/2019

Dias e Horários

Quintas, 19h às 21h30.

As inscrições podem ser feitas a partir de 29 de outubro, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 9,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 15,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 30,00 - inteira

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