Atividades

A mais violenta revolta de escravizados do Brasil, ocorrida em 13 de maio de 1833, é o tema da obra A revolta de Carrancas.

Em Debate - Aquilombamento e resistências
Autografia – A revolta de Carrancas: o silêncio ao redor

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Programa

Em conversa com um primo jornalista, em 2019, Joaci Furtado foi surpreendido com a revelação: um ancestral teria participado da repressão à Revolta de Carrancas. Doutor em História Social, ele nunca ouvira falar dessa revolta -- e muito menos desse ancestral, suposto empregado de Gabriel Francisco Junqueira (1782-1868), primeiro barão de Alfenas, dono da fazenda onde o motim começara.

Ocorrido no dia 13 de maio de 1833, o motim resultou na morte de várias pessoas que integravam a rica e influente família Junqueira. A violência dos insurgentes -- que incluiu emasculação e decapitação -- não poupou nem crianças da casa grande, mobilizando dezenas de escravizados que explicitamente desejavam a eliminação física de seus senhores como forma de conquista da liberdade.

Liderada por Ventura Mina, africano do qual se sabe pouco, a Revolta de Carrancas terminou, no mesmo dia, com a morte dele durante a repressão e a recaptura dos revoltosos fugitivos. Dezessete amotinados foram condenados à forca, na maior aplicação da pena de morte na história de sua vigência no Brasil. Nem mesmo a célebre Revolta dos Malês teve tantos sentenciados à pena máxima.

Após a rebelião mineira, a elite escravista aprovou, no parlamento imperial, legislação ainda mais severa contra qualquer pessoa escravizada que atentasse contra a vida de seus senhores e familiares. Surgiu assim a "lei nefanda", de 1835.

Diante de tamanha violência, e principalmente do silêncio que a aristocracia fundiária da época ergueu sobre a insurreição, Furtado empenhou-se na escrita de "A revolta de Carrancas: o silêncio ao redor", na esperança de romper esse silêncio e popularizar a reflexão sobre os significados de uma revolta cujas motivações ainda ecoam na sociedade brasileira.

O lançamento tem bate-papo sobre o livro e apresentação da "cena dos nomes", da peça "Otelo, o outro".

As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 27/3 no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, através do app ou presencialmente em qualquer unidade do Sesc São Paulo.

Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br
A declaração será encaminhada em até 30 dias

O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por email: atendimento.cpf@sescsp.org.br

(Arte: Divulgação)

Palestrantes

Joaci Pereira Furtado

Joaci Pereira Furtado

Graduado em História pela UFOP e mestre e doutor em História Social pela USP. Sua dissertação de mestrado, "Uma república de leitores", recebeu os prêmios Moinho Santista Juventude e Jabuti. Organizou, para a Companhia das Letras, edição das "Cartas chilenas", de Tomás Antônio Gonzaga. É autor de livros didáticos de História e trabalhou como editor na Globo Livros. Foi professor do Departamento de Ciência da Informação da UFF. É autor de "[Romance policial]" e coautor da peça "Otelo, o outro" com Israel Neto e Kenan Bernardes.
(Foto: Acervo Pessoal)

 

Renata Cristina Gonçalves dos Santos

Renata Cristina Gonçalves dos Santos

Professora da Unifesp, onde coordena o Núcleo de Estudos Reflexos de Palmares: análise da questão racial no Brasil. É doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, com estágio doutoral na École de Hautes Études en Sciences Sociales, na França.
(Foto: Acervo Pessoal)

Miriam Dolhnikoff

Miriam Dolhnikoff

Graduada em Direito e História pela PUC-SP e mestre e doutora em História Econômica pela USP. É docente de História na USP e autora, entre outras obras, de "O pacto imperial".

Carlos de Niggro

Carlos de Niggro

Ator. Participou de novelas e seriados de televisão, filmes e peças de teatro, entre as quais "Otelo, o outro", o monólogo "Diário dum carroceiro", "Electra enlutada" (prêmio Ator Revelação), "Ainda" (há mais de doze anos em cartaz) e "Agora" (há oito anos).
(Foto: Acervo Pessoal)

Jefferson Matias

Jefferson Matias

Ator. Atuando desde 2011, integrou o elenco, entre outros espetáculos, de "Otelo, o outro" (2023) e "Cárcere ou porque as mulheres viram búfalos" (2022).
(Foto: Acervo Pessoal)

João Paulo Nascimento

João Paulo Nascimento

Compositor, pesquisador e educador musical. É autor do livro "Abordagens do pós-moderno em música: a incredulidade nas metanarrativas e o saber musical contemporâneo". Na atividade, realiza o design sonoro da "cena dos nomes" da peça "Otelo, o outro".
(Foto: Acervo Pessoal)

Kenan Bernardes

Kenan Bernardes

Ator. Participou de "Otelo, o outro", "Medea Mina Jeje", "KAIM", "Quizumba!", "TRIPÍTICO [[Richard Maxwell]: Burger King/ Casa/ O Fim da realidade" (indicado aos prêmios Shell e Bravo) e "H.A.M.L.E.T." (indicado ao Shell).
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

30/04/2025 a 30/04/2025

Dias e Horários

Quarta, 19h às 21h30.

Curso Presencial

Inscrições a partir das 14h do dia 27/3, até o dia 30/4.
Enquanto houver vagas.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

Grátis

Inscreva-se agora