Atividades

Relações entre a Cultura e a Agricultura

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Conhecimentos Cultivados

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Programa

Comunidades indígenas que habitaram a Amazônia Central nos quase dois milênios que antecederam a chegada dos europeus, produziram artefatos e utensílios elaborados ao longo de séculos, que são o registro de uma cultura brasileira sofisticada, com vínculos complexos e riquíssimos com a natureza.

O artista Rubens Matuck viaja pelo Brasil documentando a natureza e estes objetos que possuem um frágil equilíbrio em seus ecossistemas e ambientes socioculturais.

Alguns são especialmente basais para a construção da sociedade, como por exemplo, o Buriti, palmeira estrutural das comunidades brasileiras que fazem uso de toda sua matéria, do caule, à semente, construindo e conservando assim, veredas fundamentais para o equilíbrio dos mananciais e nascentes do cerrado.

Já se sabe, por exemplo, que há cerca de cinco mil anos os indígenas brasileiros haviam domesticado plantas nativas como a própria mandioca, o palmito pupunha. Estes frutos e plantas contam sobre um Brasil ancestral.

As pesquisas e o trabalho artístico de Rubens Matuck envolvem desde a pintura rupestre à história da escrita e suas relações com o desenho e a pintura contemporânea, reunidos em cadernos de viagem, aquarelas, livros infanto-juvenis, entre esculturas e em outras obras e objetos de sua coleção particular de arte vernacular.

Uma rica fonte de referências tem acompanhado sua produção em publicações, palestras e seminários ao longo destes últimos 40 anos de trabalho.

Neste curso o artista apresenta as relações entre essas pesquisas em seu trabalho e a cultura brasileira de forma abrangente, com base em seus cadernos de viagem, um roteiro de suas obras que abrangem os principais biomas brasileiros.

Em cada viagem registrada em cadernos, pinturas e esculturas, as sementes, frutas, madeiras, artefatos recolhidos e documentados se tornam uma referência e material de reflexão. A arte popular, ferramentas de marcenaria e agricultura entre outros objetos complementam sua pesquisa sobre a cultura regional.

Este material estará acessível através de apresentações, reproduções e publicações, durante as palestras, que têm também a participação de convidados a cada encontro.

2/8 | O Processo de Criação e Investigação - Pesquisa e práticas que envolvem os cadernos do artista no decorrer das viagens, além dos processos e projetos, estabelecendo ligações imprescindíveis que tornam os cadernos um instrumento primordial de arte e escrita.
Com Rubens Matuck.

5/8 | A Pesquisa de Campo - A cultura produzida no Brasil é um dos elementos focalizados nos cadernos de artista. Neste encontro, a cultura do amendoim dos índios Panarás, da história, das variedades e das relações que esta cultura estabelece são abordadas.
Com André Villas Boas.

12/8 | O Meio Ambiente e o Artista – Abordagem sobre questões sobre a complexidade e as possibilidades de se organizar uma viagem de caderno de artista, tendo como pano de fundo a diversidade dos biomas brasileiros.
Com João Paulo Capobianco.

16/8 | Amazônia arqueológica - Apresentação de importantes descobertas realizadas sore a origem da Amazônia, suas antigas sociedades, da cultura e cultivo, e as complexas relações estabelecidas por elas ao longo de séculos.
Com Eduardo Góes Neves.

19/8 | A Vivência na Cultura Material da Serra da Mantiqueira  - Uma conversa sobre objetos, receitas, fornos, moinhos, cultivos, tradições,  que apresentam a incrível diversidade deste Brasil múltiplo, e das inúmeras implicações da serra no seu povo e cultura, suas paisagens, comidas e alimentos antigos.
Com Marcelo José Mendes de Barros.

23/8 | A Formação Científica e a Criação Artística - A formação científica e a criação artística, juntas, criam o caminho para a produção de objetos significativos a cada cultura e para sua transmissão de geração para geração, um caminho afetivo de conhecimento e descobertas da cultura artística de uma região.
Com Nicia Wendel de Magalhães.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: PixaBay)

Palestrantes

André Villas Boas

André Villas Boas

Indigenista, trabalhou no Parque Indígena do Xingu (MT), nas áreas Ticuna do Solimões (AM) e Xavante (MT), como funcionário da FUNAI entre 1978 e 1985. Foi chefe da Coordenadoria de Terras Indígenas do Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário/MIRAD em 1986-87. Foi coordenador adjunto do PIB/CEDI entre 1988-91 e posteriormente seu coordenador geral em 1992-93. É secretário executivo do ISA (Instituto Sócio Ambiental).
(Foto: Acervo Pessoal)

Eduardo Góes Neves

Eduardo Góes Neves

Graduado em História pela Universidade de São Paulo, mestre e doutor em Arqueologia pela Universidade de Indiana e Livre-Docente pela USP, onde é professor e vice-diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia. Estuda a Amazônia com pesquisas sobre etnoarqueologia, com os povos Tarianos, em Iauareté.
(Foto: André Sampaio)

João Paulo Capobianco

João Paulo Capobianco

Biólogo, fotógrafo, autor de calendários e textos sobre as diversas regiões do Brasil, tem uma longa carreira de ambientalista, ligada aos biomas brasileiros. No período em que foi Ministro do Meio Ambiente apoiou a conservação do maior centro de pintura pré-histórica do Brasil, o Parque Nacional da Serra da Capivara.
(Foto: Acervo Pessoal)

Marcelo José Mendes de Barros

Marcelo José Mendes de Barros

Nasceu em Aiuruoca, aos pés do Pico do Papagaio. Criado em Carvalhos, cidade serrana do Sul de Minas, tornou-se um colecionador de inúmeros objetos com importante memória material da região da Mantiqueira. Formado em Tecnologia Eletrônica, aprofundou-se em Filosofia, Sociologia e Teologia, e posteriormente em Artes Gráficas, por mais de 03 anos na Itália. De volta ao Brasil, fundou a Fênix Studio de Tipos e Imagens, e atua com artes gráficas até os dias atuais.
(Foto: Acervo Pessoal)

Nicia Wendel de Magalhães

Nicia Wendel de Magalhães

Estudou História Natural e formou-se em Biologia. Em 1977, junto com colegas professores da Universidade Federal de São Carlos, fundou a Ecoassociação, cujo objetivo era formar profissionais na área de meio ambiente. Dedicou seus estudos ao ecoturismo no Brasil, especialmente a Bonito, cuja Reserva ajudou a criar.
(Foto: Acervo Pessoal)

Rubens Matuck

Rubens Matuck

Iniciou nas artes plásticas como aluno de pintura do Samson Flexor e de desenho com Luis Trimano, frequentando os ateliês de Aldemir Martins, Otavio Araujo e Marcelo Grassmann. Formou-se pela FAU-USP em 1977, quando inicia sua pesquisa e paixão por escrita, livros Bizantinos e tipos - em que arte e ciência se transformam em História Natural. Sua primeira viagem com registros de Caderno de Artista começa no Pantanal.
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

02/08/2019 a 23/08/2019

Dias e Horários

Segundas e Sexta, 19h às 21h.

*Exceto dia 9/8.

As inscrições podem ser feitas a partir de 25 de julho, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira