Atividades

Práticas culinárias, características sociais, econômicas e culturais dos paulistas nos séculos XVI-XIX<br />

Contextos
Cozinha Colonial Paulista: história e alimentação

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Programa

O que comemos, como comemos e com quem comemos conta muito sobre a sociedade em que vivemos e sobre nossa própria identidade. Este curso tem como objetivo apresentar o fenômeno alimentar sob a perspectiva da história. Para tanto, buscaremos fazer uma incursão a velha cozinha dos paulistas, tendo em vista a ideia de que é possível apreender, a partir das práticas culinárias, características sociais, econômicas e culturais dos paulistas no passado. A ideia é estudar a formação de nossa tradição culinária do período colonial, abordando as contribuições dos indígenas, dos africanos e dos portugueses na cozinha paulista, seus costumes e práticas alimentares, por meio de estudos que apontaram a alimentação paulista em seus aspectos regionais diferenciais. Faz parte das intenções da proposta, compreender as determinações sociais, temporais e espaciais presentes nesta sociedade, apontando para a importância das práticas alimentares na construção das identidades socioculturais.

Programa:


Aula 1


- A pesquisa na área de história da alimentação 


- As fontes históricas para o estudo da alimentação


- As possibilidades de trabalho sobre o tema


- Principais abordagens : econômica, social, cultural e biológica.


- Alimentação e História de São Paulo colonial: uma análise historiográfica 


-Historiografia Clássica: Sérgio Buarque de Holanda, Ernani Silva Bruno, Alcântara Machado etc.


- Novos estudos sobre o tema


 


Aula 2


- A formação dos hábitos alimentares dos paulistas entre os séculos XVI-XVIII


- O cardápio indígena x europeu 


- Principais gêneros alimentares (milho, mandioca e trigo)


- Técnicas culinárias e utensílios


- Nas veredas do sertão: alimentação na faina sertanista e na ocupação de novos territórios  


- A mobilidade e a constituição da identidade paulista: Bandeiras, Entradas, Monções e Tropeirismo. 


- O intercambio cultural entre colonos e indígenas  


- Processo de ocupação das regiões recém-descobertas: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina


 


Aula 3


- O advento de novos tempos: 1765-1850 


- A cidade na aurora do século XIX


- Desenvolvimento econômico e demográfico


- A presença africana e as transformações na alimentação


- A modernização da cidade e a chegada de novos imigrantes 


- A comida de rua e o desenvolvimento do comer fora de casa (restaurantes, cafés etc.)


 

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

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Palestrantes

Rafaela Basso

Rafaela Basso

Historiadora do Arquivo Central da Unicamp. É formada pela Universidade Estadual de Campinas, com mestrado e doutorado em História pela mesma instituição. É autora do livro "A Cultura Alimentar Paulista": uma civilização do milho? (1650-1750).
(Foto: Marmo Perri)

Bibliografia

ALGRANTI, Leila Mezan. “História e historiografia da alimentação no Brasil (séculos XVI-XIX)”. in Campos, Adriana Pereira [et.al.] (Org.) A cidade à prova do tempo: vida cotidiana e relações de poder nos ambientes urbanos. Vitória: GM Editora;Paris: Université de Paris-Est, 2010.


Asfora, Wanessa & Saldarriaga, Gregorio. A Decade of Research in Ibero-America. Food & History - 10.2 (2012).


BASSO, Rafaela.  A cultura alimentar paulista: uma civilização do milho? (1650-1750). Dissertação de Mestrado. IFCH- Unicamp, Campinas, 2012.


BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo. (séculos XV – XVIII). Trad. Telma Costa. São Paulo: Martins Fontes, 1995.


BURKE, Peter. A Revolução francesa na historiografia: A escola dos Annales 1929-1989. São Paulo: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1991.


CAMARA CASCUDO, Luís da. História da alimentação no Brasil. 3ª ed. São Paulo: Global, 2004.


CAMPORESI, Piero. Hedonismo e exotismo: a arte de viver na época das Luzes. Trad. Gilson César Cardoso de Souza. São Paulo: Editora da UNESP, 1996.


CARNEIRO, Henrique Soares. Comida e sociedade: uma história da alimentação. Rio de Janeiro: Campus, 2003.


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DÓRIA, Carlos Alberto. A formação da culinária brasileira. São Paulo: Publifolha, 2009.


Flandrin, Jean-Louis; e MONTANARI, Massimo. História da Alimentação. Tradução de Luciano Viera Machado e Guilherme Teixeira, São Paulo, Estação Liberdade, 1998.


HOLANDA, Sérgio Buarque. Caminhos e fronteiras. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.


_________________ . Monções. 3ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2000.


_________________. “Movimentos da população em São Paulo no século XVIII”. in Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. São Paulo, n° 1, p. 54-111, 1966.


Júnior, Alfredo Ellis. Raça de gigantes: a civilização paulista no planalto. São Paulo: Hélios, 1926.


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MENESES, Ulpiano Bezerra e CARNEIRO, Henrique. “A história da alimentação: balizas historiográficas” in Anais do Museu Paulista: História e cultura material, Nova Série. Vol. 5 jan/dez 1997.


MONTANARI, Massimo. A fome a abundância: história da alimentação na Europa. Trad. André Doré. Bauru: EDUSC, 2003.


_____________________. Comida como cultura. Trad. Letícia Martins de Andrade. São Paulo: Editora do SENAC, 2008.


MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994 a


Nora, Pierre. “Entre a Memória e a História”, Projeto História, nº 10, PUC, 1993.


Pilcher, Jeffrey. (org) The Oxford Handbook of Food History. Oxford University Press, 2012.


SANTOS, Carlos Roberto Antunes dos. “A alimentação e seu lugar na história: os tempos de memória gustativa.” in Revista História, Questões e Debates - dossiê História da Alimentação, Curitiba, Editora UFPR, nº42 , jan/jun 2005.

Data

28/11/2015 a 12/12/2015

Dias e Horários

Sábados, 10h às 17h30 (com intervalo das 13h às 14h30)

Local

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira