Curso Presencial
Entre Olhares e Histórias: O Brasil quilombola e os efeitos da branquitude 2026
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Programa
O curso propõe uma revisão psicanalítica da trama histórica, subjetiva e política da branquitude no Brasil. A partir de uma interlocução entre Freud, Guerreiro Ramos e Cida Bento, serão examinadas as implicações do racismo na constituição do sujeito, na transmissão da psicanálise e na configuração do setting. O curso propõe uma abordagem crítica e reflexiva sobre os impactos da colonização em populações historicamente vulnerabilizadas, como os povos africanos e originários, a partir de textos e pesquisas contra coloniais desenvolvidos por filósofos quilombolas e intelectuais negros.
Encontro 1 - Revisão psicanalítica da trama histórica, subjetiva - invenção do
Brasil e políticas de branqueamento - Mariana Cabeça
- Constituição do país a partir de apagamento dos povos originários;
- Escravização de populações africanas;
- Projetos de imigração europeia subsidiados pelo Estado;
- Construção da branquitude enquanto posição de poder;
- Políticas de embranquecimento e efeitos da branquitude na linguagem e no
inconsciente;
- Mitos fundantes da nacionalidade brasileira: democracia racial e meritocracia;
- Jornalzine como experiência concreta de elaboração e intervenção.
Encontro 2 - Branquitude e Setting analítico: qual lugar da raça? - Victoria Fernández
- A questão da análise leiga pensada a partir das relações inter-raciais;
- A partir de uma perspectiva racializada, como construir e estruturar
pontes e caminhos para uma clínica antirracista.
Encontro 3 - Saberes Contra-coloniais: Quilombolas, Território e
Justiça Climática - Juliane Sousa
- Colonização, racismo ambiental e crise climática;
- História e resistência quilombola;
- Práticas de cuidado com a terra e o corpo-território;
- Narrativas orais e tecnologia ancestral
Encontro 4 - Clínica, Linguagem e Território: Elaborações e Implicações
ao Fim de um Percurso - Juliane, Mariana e Victoria
- Revisão crítica e integrada dos conteúdos das três primeiras aulas;
- Implicações clínicas da racialização e da posição de branquitude;
- Clínica e linguagem como territórios de disputa simbólica e política;
- Ecologias de saberes e práticas de resistência: do quilombo à escuta analítica;
- Criação de dispositivos coletivos de elaboração e continuidade.
As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 26/3 no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou através do nosso app.
Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.
O pagamento pode ser feito através do cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.
Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br
A declaração será encaminhada em até 30 dias
O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por email: atendimento.cpf@sescsp.org.br
Palestrantes
Juliane Sousa
jornalista e pesquisadora formada em Letras. Fundadora do Mídia Quilombola, é apresentadora de TV, podcaster, roteirista, consultora de diversidade e inclusão, curadora de literatura negra e gestora cultural, com forte atuação nas agendas de cultura, território e clima.
Mariana Mendonça Cabeça
doutoranda em Psicanálise: Clínica e Cultura (UFRGS) mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) . foi pesquisadora interna do Departamento de Psicologia da Stellenbosch University (2024). Bacharela em Psicologia pela Unesp Assis (2019), é coautora do Guia de Reconhecimento da Branquitude (Educando pela Diversidade, 2020) e do livro Ambivivências (Inteligência, 2021).
Victoria Fernández
Psicanalista, pesquisadora e publicitária, atua na clínica particular/social e co-fundou o Grupo de Iniciativa Psi Antirracista (GIPA), uma OSC de pesquisa e saúde mental para ampliar a presença negra e indígena nos parlamentos do Brasil.
Data
15/04/2026 a 06/05/2026
Dias e Horários
De 15/4 a 6/5, quartas,
das 10h30 às 12h30