Curso Presencial
Exposições Universais como modelo internacional para a arte e cultura
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Programa
O curso aborda as exposições universais como dispositivos centrais na constituição de modelos internacionais de circulação cultural, visualidade, arquitetura e organização do conhecimento. A partir de um panorama histórico, discute a emergência desse formato no século XIX e seus desdobramentos ao longo do século XX, considerando as transformações geopolíticas que impactaram sua configuração.
Os encontros analisam a importância das exposições universais para a arquitetura, entendidas como espaços de experimentação de materiais, técnicas e linguagens, assim como sua atuação enquanto práticas de gestão comportamental por parte dos Estados, posteriormente incorporadas ao campo museal. O curso discute ainda temas contemporâneos cuja origem pode ser localizada nessas experiências, como a espetacularização da cultura, as relações sistêmicas entre agentes artísticos, culturais e econômicos, a bienalização do circuito artístico e as críticas atuais à colonialidade.
Encontro 1
10/3 Origens e panorama das exposições universais a partir de 1851. A Revolução Industrial e a globalização. Acordos internacionais e a formação de um modelo. A visualidade como linguagem universal. Com Mirtes Marins de Oliveira.
Encontro 2
12/3 Arquitetura das exposições. Monumentos, cultura e internacionalidade. As exposições universais como palco de cultura, tecnologia e inovação, revelando a internacionalidade por meio da arquitetura monumental. Com Camila Guerra.
Encontro 3
17/3 Pavilhões efêmeros. Arquitetura como manifesto cultural e modernidade. Pavilhões internacionais e as manifestações arquitetônicas da identidade cultural. Com Camila Guerra.
Encontro 4
19/3 Revolução Francesa e a centralidade dos museus na vida pública europeia. Da coleção privada aos museus modernos, suas funções pedagógicas, nacionalistas e civilizatórias e a organização do saber marcada pela ideia de progresso e pela dominação colonial. Com Helena Barbour.
Encontro 5
24/3 A dimensão colonial das exposições universais e dos dispositivos museológicos. A exibição de corpos, objetos e imagens de sociedades não europeias como prática de dominação e controle. Com Helena Barbour.
Encontro 6
26/3 Desdobramentos das exposições universais e o surgimento das bienais de arte, a partir de 1895, com a Bienal de Veneza. Discussão do conceito de bienalização e exemplos em contextos contemporâneos. Com Mirtes Marins de Oliveira.
As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 25/2 no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou através do nosso app.
Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.
O pagamento pode ser feito através do cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.
Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br
A declaração será encaminhada em até 30 dias
O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por email: atendimento.cpf@sescsp.org.br
(Foto: David Roberts)
Palestrantes
Mirtes Marins de Oliveira
Camila Guerra
Arquiteta, pesquisadora e educadora. Graduada em Arquitetura e Urbanismo (UAM 2017), mestra em Design na Universidade Anhembi Morumbi (2025) com a tese: "Largo São Francisco: O Design de Mobiliário Urbano e a Reconexão Social". Docente dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design de Interiores e Design de Moda. Participante do grupo de pesquisa CNPq "Design de Exposições: Práticas em Arte, Moda e Fotografia", atuando no projeto "Públicos e o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP): Relações entre Programas Educacionais e o Design de Exposições". Foto: Divulgação
Helena Barbour
Historiadora e pesquisadora. Graduada em História e mestranda em Museologia pela USP. Integra grupo de pesquisa CNPq "Design de Exposições: Práticas em Arte, Moda e Fotografia", atuando no projeto "Design de Exposições a partir do Museu de Arte de São Paulo "Assis Chateubriand" (MASP): educação, arte e política (1947-1951)" (UAM-SP). Em 2023 atuou como curadora-adjunta na exposição inaugural do Memorial da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, "Justiça de Transição não é transação: a brutalidade e o jardim". Foto: Divulgação
Data
10/03/2026 a 26/03/2026
Dias e Horários
De 10 a 26/3, terças e quintas, das 14h30 às 16h30