Atividades

De que feminismo estamos falando? Para que serve o feminismo em pleno século XXI?

Feminismo hoje: urgência e atualidade

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Programa

Feminismo é um termo tão rico quanto complexo. O feminismo começa sendo a teoria e a prática social, voltadas para a luta pelos direitos das mulheres, que evolui como uma ético-política universal voltada para questões diversas envolvendo outros atores e outros campos da sociedade. O feminismo está cada vez mais presente na vida contemporânea funcionando como uma visão de mundo, como crítica social e epistemológica. A proposta desse ciclo é a do diálogo, no seu sentido eminentemente filosófico, teórico-prático, como abertura de perspectivas que nos permitam entender o que o feminismo é e produz em nossas vidas e, sobretudo, como ele pode nos ensinar acerca de nós mesmos em nosso tempo.

Com mediação de Marcia Tiburi.

18/08 (10h às 13h) – Feminismo em questão: filosofia e história

Neste encontro serão discutidas as contribuições da segunda onda dos movimentos feministas da segunda metade do século XX, baseados no conceito de gênero e na impossibilidade de separação entre natureza e cultura, para, a partir daí, avançar no debate sobre as possibilidades das pautas feministas hoje.

Será abordada também a ausência das discussões sobre a mulher pela Filosofia. Com base no que diz Simone de Beauvoir em O segundo Sexo, falarei sobre o modo pelo qual alguns filósofos falaram sobre a mulher, como Aristóteles, por exemplo, que afirmava que a mulher sofria de deficiências naturais, ou Santo Agostinho, ao dizer que a mulher é um animal que não é firme e nem estável. A partir disso, abordarei a importância da mulher falar de si e de sua situação criticamente, como Beauvoir faz, que além de realizar um estudo filosófico importante sobre a situação da mulher, combatendo uma visão masculinista, oferece alternativas de emancipação dessa situação e um projeto de libertação.

Com Carla Rodrigues.
Com Djamila Ribeiro.

 

18/08 (14h às 17h) – Brasil Feminista

O feminismo dos anos de 1970 foi a público denunciar os crimes da ditadura em que vivia o país (e nos diversos países da nossa região) e também os limites impostos pelo machismo no âmbito doméstico e laboral. As chilenas fizeram a síntese daquele momento histórico, com a consigna: Democracia em casa e nas ruas!

Na atualidade, surgem diversos feminismos, organizados, sobretudo por coletivos de jovens, que saem às ruas com bandeiras de diversidades étnico-raciais, sexuais, com ênfase nas mulheres negras da periferia.

São feminismos que inovam nas ações públicas, com o lúdico e a política de mãos dadas. A conexão entre o feminismo dos anos de 1970 (naquela época, usava-se o termo sempre no singular) são os desafios presentes da discriminação histórica, da busca  por uma vida sem violência e o direito a todos os direitos, inclusive os sexuais e políticos, ameaçados pela onda conservadora.

Com Amelinha Lemos.

Com Guacira Cesar Oliveira.

19/08 (10h às 13h) – Lutas de mulheres: Feminismo e política

Com Maria Lygia Quartim de Moraes, socióloga pela USP. Doutora em Ciência Política pela USP, Livre-docente pela UNICAMP. Professora-titular da UNICAMP. Pesquisadora do PAGU-Núcleo de estudos de gênero da Unicamp.

Com Kaka Verdade.

19/08 (14h às 17h) – Feminismo e vida cotidiana

As mulheres negras brasileiras enfrentam batalhas árduas contra o racismo e a misoginia, mas permanecem esquecidas das pautas prioritárias dos movimentos sociais. Sem que o genocídio contra a mulher negra seja reconhecido e combatido, é impossível garantir avanços nas questões raciais e de gênero.

Com Jarid Arraes.
Com Pamnela Castro.

20/08 (10h às 13h) – Os corpos do Feminismo

Será analisada a relação das mulheres com as normas, com os códigos morais, com as regras sociais. A moralidade, nesse caso, é entendida como resultado plural desse encontro (entre as pessoas e as regras), não se refere apenas a “gramática”, ao “mapa” ou a “receita” moral que são encontrados (as) em diferentes momentos históricos. Está relacionada com a maneira como as mulheres se relacionam com essas “regras de etiqueta”, como se sujeitem e/ou resistem a elas, como fazem uma espécie de “ritual antropofágico” com esse “corpo de normas”.

Com Angela Donini.
Com Luma de Andrade.


Atividade com tradução em LIBRAS.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

(Imagem ilustrativa: Mutari/Wikimedia Commons)

 

Palestrantes

Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro


Mestre em Filosofia Política pela UNIFESP. Ex-Secretária Adjunta da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

(Foto: Acervo pessoal)

Amelinha Teles

Amelinha Teles

Militante feminista histórica, diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordenadora-chefe do Núcleo de Pesquisas do IBCCRIM, coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares e do Centro de Orientação e Formação de Mulheres.

 

Guacira Cesar Oliveira

Guacira Cesar Oliveira

Socióloga. Sócio-fundadora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA.

 

Maria Lygia Quartim de Moraes

Maria Lygia Quartim de Moraes

Socióloga pela USP. Doutora em Ciência Política pela USP, Livre-docente pela UNICAMP. Professora-titular da UNICAMP. Pesquisadora do PAGU-Núcleo de estudos de gênero da Unicamp.

 

Kaka Verdade

Kaka Verdade

Ativista lésbica, feminista e antirracista. Cientista política, Coordenadora Executiva do ELAS Fundo de Investimento Social.

 

Pamnela Castro

Pamnela Castro

Mestre em Arte Contemporânea pela UERJ. Ativista artista cuja política social do trabalho, com foco principalmente na igualdade de gênero, fornece a inspiração principal para o conteúdo de suas pinturas provocantes. Trabalho desafia as noções patriarcais de espaço público como relacionado a relações sexismo, sexualidade, subjetividade e poder.

 

Angela Donini

Angela Donini

Professora adjunta no Departamento de Filosofia da UNIRIO. Doutora em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC-SP. Pós-doutorado em Medicina Social pela UERJ. 

 

Luma de Andrade

Luma de Andrade

Doutora em Educação pela UFC. Professora adjunta da Unilab. Atua principalmente nos seguintes temas: Direitos Humanos, Diversidade cultural, Etnicorracialidade, gênero e sexualidade, Educação, Políticas públicas e Movimentos Sociais. (Foto: Acervo pessoal)

 

Data

18/08/2015 a 20/08/2015

Dias e Horários

Terça e Quarta, 10h às 17h
Quinta, 10h às 13h.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo/SP

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira