Atividades

Com Izabela Pucu, Glaucia Villas Bôas, Marcelo Ribeiro, Luiza Mader Paladino, Quito Pedrosa, Sabrina Parracho e Juliana Alves

Curso Presencial
Mário Pedrosa Atual - Curso Laboratório

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Programa

Curso destinado ao estudo do legado de Mário Pedrosa - importante intelectual, crítico de arte, jornalista, diretor de instituições e militante político brasileiro, cujo legado é reconhecidamente fundamental ao desenvolvimento dos campos político e cultural no Brasil, ainda que pouco difundido e estudado entre nós.

Organizado por coordenadores e pesquisadores da Plataforma Mario Pedrosa atual, o curso-laboratório pretende ser espaço de experiência dialógica de reflexão.

Sua dinâmica, pautada pela leitura e discussão orientada de textos de Pedrosa, foi pensada de modo a proporcionar aos participantes uma entrada consistente, com diferentes abordagens, no pensamento e na atuação do autor, possibilitando caminhos para aprofundamentos posteriores.

O curso está pautado pela discussão de um conjunto de textos e documentos que vão embasar o estudo de conceitos-chave no pensamento de Pedrosa acionados por meio de três eixos - 1. a relação entre Arte e Política; 2. a expressão "Estamos condenados ao moderno"; e 3. a ideia da "Arte como exercício experimental de liberdade".

Módulo I - Arte e revolução: política e arte, arte como política.
A Aula I apresentará uma visada geral sobre a trajetória e as linhas de força gerais da obra de Mario Pedrosa, com destaque para as primeiras críticas de música, cinema e literatura nos anos 1930 e da relação do crítico com o ambiente moderno e o surrealismo, além do debate dos textos selecionados. A Aula II será dedicada ao período que corresponde ao exílio de Pedrosa nos Estados Unidos (1938-1945) e às transformações em sua crítica de arte e de sua interpretação sobre a modernidade capitalista.

12/5 – Aula 1
Com Quito Pedrosa.
Mediação: Izabela Pucu.

Bibliografia obrigatória
Howard Hawks: Scarface. Assinado sob pseudônimo de Alpheu Paraná. O Homem Livre n. 6 de 2/07/1933.
História do Brasil. Assinado M. P. O homem livre n. 11 de 14/08/1933.
Dos primitivos à primeira renascença italiana. Correio da Manhã novembro de 1946.

Semana de Arte Moderna. Conferência realizada no Auditório do Ministério de Educação, em 1952. Republicado em Dimensões da Arte, Ministério da Educação, 1964 e em Academicos e Modernos, Edusp 1998.

19/5 - Aula II
Com Marcelo Ribeiro.
Mediação: Juliana Alves.

Bibliografia obrigatória
As tendências sociais da arte e Käthe Kollwitz. In: O homem Livre n.6-9, Rio de Janeiro, julho de 1933. In: ARANTES, O (org.) Política das Artes: Mario Pedrosa. Textos escolhidos I. São Paulo: EdUSP, 1995.
Calder, escultor de cata-ventos. In: Correio da manhã, Rio de Janeiro, dezembro de 1944 In: In: ARANTES, O (org.) Modernidade cá e lá: textos escolhidos IV. São Paulo: EdUSP, 2000.
Destino Funcional da Pintura e Ainda a propósito do destino da pintura.  In: Correio da manhã, Rio de Janeiro, dezembro de 1946 In: ARANTES, O (org.) Política das Artes: Mario Pedrosa.Textos escolhidos I. São Paulo: EdUSP, 1995.

Bibliografia complementar
Arte e Revolução. In: Tribuna de Imprensa, Rio de Janeiro, 29 de março de 1952. In: PEDROSA, M. Mundo, Homem, Arte em Crise. São Paulo: Perspectiva, 1975.
As relações entre arte e ciência [1953]. in: PEDROSA, M. Forma e Percepção estética: Textos Escolhidos II. São Paulo EdUSP,1996
ARANTES, Otília Beatriz Fiori. Um capítulo brasileiro da teroria da abstração in: Mário Pedrosa: itinerário crítico. São Paulo : [s.n], 2021. Disponível aqui.

Módulo II - Estamos condenados ao moderno: modernidade e crítica a modernidade.
Mário Pedrosa nunca perdeu de vista os vínculos sociológicos entre arte e modernidade, iluminando distintas facetas da produção artística dos tempos modernos. No decorrer da construção de sua memória, entretanto, a expressão “estamos condenados ao moderno”, mencionada por ele, transformou-se em um topos poderoso a definir o pensamento do crítico. O seu uso frequente pouco tem estimulado o retorno aos escritos de Mário Pedrosa, visando o melhor entendimento de suas ideias. Ao contrário, deslocada do contexto da crítica e da época em que Mário Pedrosa a ela se referiu, a expressão soa apenas como uma fatalidade, um processo uniformizador e inexorável, veredicto que não faz jus à concepção de modernidade de Mário Pedrosa. O objetivo das duas aulas é discutir textos do autor, publicados entre 1948 e 1959, que elucidam o modo de pensar a modernidade de Mário Pedrosa, naquele período.

26/5 – Aula 1
Com Glaucia Villas Bôas.
Mediação: Izabela Pucu.

Bibliografia obrigatória
A Problemática da sensibilidade I, II e III. In: Arantes, Otília (org.), Forma e Percepcão Estética: Textos escolhidos II / Mario Pedrosa, São Paulo, EDUSP, 1996, p 267-278. Publicado primeiro no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 11-12 de julho de 1959.

A Força educadora da arte.   In: Arantes, Otília (org), Forma e Percepção Estética: Textos escolhidos II / Mario Pedrosa, São Paulo, EDUSP, 1996, p 61-62. Publicado primeiro no Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 1947

Arte, necessidade vital”.  In: Arantes, Otília (org.), Forma e Percepção Estética: Textos escolhidos II / Mario Pedrosa, São Paulo, EDUSP, 1996, p 41-57. Publicado primeiro pela Casa do Estudante do Brasil, Rio de Janeiro, 1949.

2/6 – Aula 2
Com Sabrina Parracho.
Mediação: Juliana Alves.

Bibliografia obrigatória
Reflexões em torno da nova capital. In: Arantes, Otília (org.), Acadêmicos e Modernos: Textos escolhi.dos III / Mario Pedrosa, São Paulo, EDUSP, 1998, p 389-404. Publicado primeiro em Brasil, Arquitetura Contemporânea, nº10, 1957.

Brasília, a cidade nova. In: Arantes, Otília (org.), Acadêmicos e Modernos: Textos escolhidos III / Mario Pedrosa, São Paulo, EDUSP, 1998, p 389-404. Publicado primeiro no Jornal do Brasil em 19 de setembro de 1959.

Utopia _obra de arte. In: Amaral, Aracy (org.), Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília, São Paulo, Ed Perspectiva, 1981, p 317-320. Publicado primeiro no Jornal do Brasil em 21 de maio de 1958.

Bibliografia complementar
Parecer sobre o core da cidade universitária. Risco – Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (Online), n. 1, p. 67-73, 1º jul. 2003.

Correspondência de Mario Pedrosa a Oscar Niemeyer. Rio de Janeiro, 24 de julho de 1958. Fundo Mario Pedrosa Biblioteca Nacional.

Módulo III - Exercício experimental de liberdade - pós-modernidade, imaginação instituinte e latino-americanismo.
As obras selecionadas foram escritas entre 1964 e 1981, período que assinala a passagem para a pós-modernidade, cunhada de forma pioneira por Pedrosa enquanto fenômeno cultural, pela popularização das manifestações artísticas – a descida da arte de sua torre de marfim, como diria o autor – e para a democratização da arte como possibilidade de criação de novo ser, o exercício experimental de liberdade. A seleção de textos também revela a perspectiva latino-americanista do autor após o exílio chileno, ocasião na qual dirigiu o Museu da Solidariedade durante o governo de Salvador Allende, além da perspectiva anticolonial latente em projetos como o museu das Origens (1978).

9/6 – Aula 1
Com Izabela Pucu.
Mediação: Juliana Alves.

Bibliografia obrigatória
O “bicho da seda” na produção em massa. In: Correio da manhã, Rio de Janeiro, 14 de agosto, 1967. Reed. In: AMARAL, Aracy (org.) Mundo, homem, arte em crise. São Paulo: Perspectiva, 1975, 2a edição, 2007 e In: ARANTES, Otília (org). Política das artes: Mario Pedrosa. textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.

Arte ambiental, arte pós-moderna, Hélio Oiticica. In: Correio da manhã, Rio de Janeiro, 26 de junho, 1966. Reed. In: AMARAL, Aracy (org.). Dos murais de Portinari aos espaços de Brasília. São Paulo: Perspectiva, 1981; In: ARANTES, Otília (org.). Acadêmicos e modernos. Mario Pedrosa. Textos escolhidos III. São Paulo: Edusp, 1998 e In: FERREIRA, Glória (org.). Crítica de Arte no Brasil: Temáticas Contemporâneas. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2006.

O novo MAM terá cinco museus. É a proposta de Mario Pedrosa. In: Jornal do Brasil , Rio de Janeiro, 15 de setembro, 1978. Reed. In: ARANTES, Otília (org). Política das artes. Mario Pedrosa. Textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.

Bibliografia complementar
Crise do condicionamento artístico. In: Correio da manhã, Rio de Janeiro, 31 de julho, 1966. Reed. In: AMARAL, Aracy (org.) Mundo, homem, arte em crise. São Paulo: Perspectiva, 1975, 2a edição, 2007; e In: ARANTES, Otília (org). Política das artes. Mario Pedrosa. Textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.

Antonio Manuel. Sobre a apresentação de Antônio Manuel na abertura do Salão Nacional de Arte Moderna, como obra de arte. Conversa entre Mario Pedrosa, Antonio Manuel, Alex Varela e Hugo Denizart, 1970. In: Exposição de Antonio Manuel. De 0 a 24h nas bancas de jornal. O Jornal, suplemento Tema, Rio de Janeiro, 15 de julho, 1973. Reed. (fragmento) In: Antonio Manuel. Rio de Janeiro: Coleção ABC /Funarte, 1984.

23/6 – Aula 2
Com Luiza Mader Paladino.
Mediação: Izabela Pucu.

Bibliografia obrigatória
Arte culta e arte popular. Comunicação ao seminário Arte Popular (Cidade do México, 1975). Publicado em Arte em revista, n.3, 1980, pp. 22-26 (Trad. Elisabeth Ferreira e Iná Camargo Costa.: Reed. In: ARANTES, Otília (Org.). Política das Artes: Mário Pedrosa. Textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.

Discurso aos tupiniquins ou nambás. Redigido em Paris, 1975. In: Versus, n. 4, 1976. Reed In: DE SENNA FIGUEIREDO, Carlos Eduardo (org.). Mario Pedrosa, Retratos do exílio. Rio de Janeiro: Antares, 1982; e In: ARANTES, Otília (Org.). Política das Artes: Mário Pedrosa. Textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.; e In: FERREIRA, Glória (org.). Crítica de Arte no Brasil: Temáticas Contemporâneas. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2006.

Variações sem tema ou Arte de retaguarda. Conferência apresentada na Primeira Bienal Latino-Americana, 1978. In: ARANTES, Otília (Org.). Política das Artes: Mário Pedrosa. Textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.

Bibliografia complementar
O Modelo chileno de socialismo e a frente das artes. Redigido em Santiago. 18 de julho de 1971. In: ARANTES, Otília (Org.). Política das Artes: Mário Pedrosa. Textos escolhidos I. São Paulo: Edusp, 1995.

Al Excelentísimo señor Salvador Allende Gossens, Presidente de la República de Chile. In: Museo de la Solidaridad Chile. Donación de los artistas del mundo al gobierno popular de Chile. Instituto de Arte Latinoamericano, Universidad de Chile, Santiago, Chile, 1972. Arquivo Museu da Solidariedade Salvador Allende.

Museo de la Solidaridad. Maio de 1972. Arquivo Museu da Solidariedade Salvador Allende.

Recomendamos o uso de máscara cobrindo nariz e boca.

Para ingressar nas unidades do Sesc no estado de São Paulo* é necessário apresentar comprovante de vacinação contra Covid-19 (físico ou digital) e um documento com foto:
- Maiores de 12 anos devem apresentar o comprovante contendo as duas doses ou dose única da vacina.
-Crianças de 5 a 11 anos devem apresentar comprovante evidenciando uma dose (consulte o calendário e as orientações do município onde acontecerá a atividade).
*O acesso as unidades do Sesc estão sujeitas a legislação municipal em relação a Covid-19.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, solicite pelo e-mail centrodepesquisa.cpf@sescsp.org.br, após a conclusão e efetivação do pagamento da sua inscrição, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.

As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 11/4, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento dever ser feito através do cartão de crédito, e trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

** A declaração será enviada automaticamente em até 10 dias após a finalização da atividade e caso isso não ocorra, você poderá solicitar pelo e-mail: declaracao.cpf@sescsp.org.br

(Ilustração: Juliana Alves)

Palestrantes

Glaucia Villas Bôas

Glaucia Villas Bôas

Professora titular aposentada do IFCS/ UFRJ e pesquisadora do CNPq. É colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ.
(Foto: Acervo Pessoal)

Izabela Pucu

Izabela Pucu

Artista, curadora, pesquisadora, editora e gestora cultural. Doutora em História e Crítica de Arte PPGAV/EBA/UFRJ e coordenadora da Plataforma Mário Pedrosa.
(Foto: Acervo Pessoal)

Juliana Alves

Juliana Alves

Mestranda em Ciência Política na Unicamp, com pesquisa na área de história do pensamento político. Formada em Ciências Sociais pela USP.
(Foto: Acervo Pessoal)

Luiza Mader Paladino

Luiza Mader Paladino

Doutora em Estética e História da Arte pela USP e professora efetiva do Instituto Federal de Brasília.
(Foto: Acervo Pessoal)

Marcelo Ribeiro Vasconcelos

Marcelo Ribeiro Vasconcelos

Doutor em sociologia pela UNICAMP e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens da UFJF.
(Foto: Acervo Pessoal)

Quito Pedrosa

Quito Pedrosa

Músico, poeta e artista. Neto de Mario Pedrosa e há alguns anos vem colaborando com diversos projetos em torno da obra e do legado intelectual de seu avô.
(Foto: Acervo Pessoal)

Sabrina Parracho

Sabrina Parracho

Doutora em Sociologia pela UFRJ e professora da UFRRJ e do PPGCS/UFRRJ. Coordenadora do Comitê de Pesquisa em Sociologia da Arte junto à SBS.
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

12/05/2022 a 23/06/2022

Dias e Horários

Quintas, 19h às 21h30.

*Exceto no dia 16/6.

Curso Presencial

Inscrições a partir das 14h do dia 11/4, até o dia 8/5.
Enquanto houver vagas.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira