Atividades

Memórias e identidades em vivências e debates sobre etnocídio e apagamento indígena no Brasil.

Curso Presencial
O Caminho de Volta: A Cidade como Território de Luta e Memória Indígena

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Programa

Os povos indígenas enfrentam, historicamente, um processo contínuo e violento de silenciamento. Até a década de 1970, políticas de assimilacionismo foram oficialmente defendidas pelo Estado brasileiro, especialmente durante o regime de exceção. Contudo, o etnocídio ¿ entendido como a destruição sistemática das identidades culturais ¿ permanece como a prática mais persistente exercida contra os povos originários desde 1500. Esse ataque constante não apenas produz apagamentos, mas naturaliza a invisibilização das memórias ancestrais e das violências estruturais, como genocídio, escravização, estupros, desterritorialização e estereotipação.

 

Uma de suas consequências mais profundas é a negação da presença indígena na formação e na origem das cidades brasileiras. Narrativas oficiais romantizadas insistem em exaltar o colonizador como fundador, ignorando que quase todas as cidades foram erguidas sobre territórios já ocupados por povos originários. Segundo o IBGE, o Brasil abriga hoje 1,7 milhão de indígenas ¿ 0,83% da população ¿ distribuídos em 391 etnias e falantes de 295 línguas. Destes, 54% vivem em áreas urbanas, presentes em 86,8% dos municípios. No contexto urbano, famílias e crianças indígenas seguem pressionadas a assimilar outra cultura, perpetuando formas de etnocídio continuado que se manifestam na ausência de referências positivas, representações caricaturais na escola, apagamento na mídia e discursos distorcidos sobre suas culturas.

 

Este curso responde a esse cenário ao propor a conscientização e o enfrentamento ao etnocídio e ao apagamento histórico dos povos indígenas em Pindorama/Brasil, articulando a reconstrução de identidades, o fortalecimento das memórias ancestrais e a promoção de representações dignas na educação, na justiça e na mídia. Para isso, adota-se uma Metodologia Dialógica que integra escuta ativa, rodas de conversa, vivências, exibição de vídeos e sistematização crítica, entendendo o diálogo como fundamento para a construção coletiva do conhecimento e para o fortalecimento das identidades indígenas em contexto urbano.

 


As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 27/1 no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou através do nosso app.

Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento pode ser feito através do cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br
A declaração será encaminhada em até 30 dias


O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por email: atendimento.cpf@sescsp.org.br 

(Arte:R.H.U.D.A)


Palestrantes

Givanildo Manoel da Silva (Giva)

Givanildo Manoel da Silva (Giva)

educador social, escritor e militante indígena urbano.

Data

10/02/2026 a 11/02/2026

Dias e Horários

10 e 11/2, terça e quarta,
15h às 18h

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 15 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 25 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 50 - inteira

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