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Com João Marcos Coelho

Curso On-Line
O prazer do encontro: Música e artes plásticas no século 20

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Programa

A ideia do presente curso é garimpar encontros entre artistas plásticos e músicos, pautados pela contaminação de linguagens, miscigenação de gestos, conceitos e até a troca de papéis. Raros sabem da paixão do escultor e pintor Max Klinger pela música de Brahms, que resultou em gravuras que justapõem as paisagens sugeridas pelos poemas de canções a trechos de partituras.

Num movimento amplo, que nasceu nas primeiras décadas do século 20, muito por influência da obra de arte total de Richard Wagner, as artes intensificaram as conversas mútuas. E a partir das "com versas" entre as artes, estabeleceram-se aventuras surpreendentes na música e nas artes visuais.

Aula 1
A paixão de Max Klinger (1857-1930) pela música
Hoje mais conhecido pela imponente estátua de Beethoven, peça central da célebre mostra Secessão (Viena, 1902), Klinger imaginou uma forma original de integração entre as artes plásticas e a música. Entre 1880 e 1895, fez séries de gravuras que associam artes gráficas e a música: as primeiras oferecem possibilidades mais ricas do que a pintura para representar a fantasia e "o lado escuro da vida" (Klinger escreveu um livro a respeito). Apaixonado pela música de Brahms, em 1893-4 (Brahms morreu em 1897) editou Brahms Phantasien, um conjunto de 41 gravuras e litografias sobre peças do compositor: alguns lieder e uma redução para canto e piano do "Schicksalslied".

Aula 2
A música em Picasso: a preferência pelos instrumentos de cordas e madeiras
Existe uma morfologia musical nas colagens do pintor. Uma viagem pelas criações cubistas em torno da música, especialmente entre 1911 e 1914, período em que metade das telas de Picasso inclui temas musicais, de intérpretes a instrumentos e mesmo colagens de trechos de partituras musicais.
 
Aula 3
A influência da música nos primeiros passos da pintura abstrata: Frantisek Kupka (Piano Keys, 1909, e Nocturne, 1911); Kandinsky e a paixão pelo piano
Partimos do muito conhecido (as telas de Kandinsky sobre o concerto de 3 de janeiro de 1911 com obras de Schoenberg) e mostramos um pintor menos badalado que no entanto criou obras-primas nesta fase de transição entre o figurativo e o abstrato.

Aula 4
Henri Matisse (1859-1954) e o jazz

Ele se espantou com o sucesso formidável que fez seu livro de colagens, quase um "scherzo", diria um músico italiano, nos anos 1940. Final de vida, Matisse brincava com formas, danças, movimentos, cores. Alguém pesquisou o que Matisse ouvia enquanto pintava. E o resultado em dois CDs é surpreendente. Lá cabem Debussy, Duparc, Ravel, Stravinsky, Prokofiev, Shostakovich, seus contemporâneos, mas também Bach e Haydn no primeiro. No segundo CD, surge o blues (segundo movimento da sonata para violino e piano de Ravel), Golliwog's cakewalk da suíte Children's Corner de Debussy; e os músicos de jazz que ele mais gostava de ouvir (Armstrong, Ellington, Billie Holiday, Charlie Parker, Django Reinhardt) e até Josephine Baker.

Obs: O participante precisa ter celular e computador e conhecer os princípios básicos para uso desses equipamentos. Após a conclusão da sua inscrição on-line na atividade e/ ou curso, você receberá por e-mail um link de acesso à Plataforma Microsoft Teams, onde será realizada a atividade e/ou curso, com até 1 (um) dia de antecedência da data de início. O acesso também poderá ser realizado através do web navegador de sua preferência.

As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 25/02, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento dever ser feito através do cartão de crédito, e trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

*Este curso será 100% Online. Após o encerramento, será possível solicitar sua declaração de participação, enviando um email para declaracao.cpf@sescsp.org.br

(Arte: Walter Cruz)

Palestrantes

João Marcos Coelho

João Marcos Coelho

Jornalista, atualmente crítico de “O Estado de S. Paulo” e colunista da revista “Concerto”. Passou pelas redações de “Veja” e “Folha de S. Paulo”, nas quais foi crítico musical. Seu livro “No Calor da Hora – música e cultura nos anos de chumbo” (Editora Algol, 2008) foi finalista do Prêmio Jabuti de 2009. Editou o volume coletivo “Cem anos de música no Brasil – 1912/2012” (Editora Andreato, 2014). Autor de “Pensando as músicas no século XXI – Invenção e Utopia nos Trópicos” (Editora Perspectiva, 2017).
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

16/03/2021 a 06/04/2021

Dias e Horários

Terças, 15h às 16h30.

Curso 100% online

Inscrições a partir das 14h do dia 25/2

Vagas Limitadas.

Local

Em Casa

Valores

R$ 16,50 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 27,50 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 55,00 - inteira