Atividades

Ciclo interdisciplinar de formação sobre história indígena no Brasil republicano, ditadura e justiça de transição, a partir dos resultados das comissões da verdade

Perspectivas
Povos Indígenas: Memória, Verdade e Justiça

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Programa

O programa é centrado em experiências de pesquisa, ensino e ativismo no campo da justiça de transição e na colaboração entre diversas áreas das ciências humanas e sociais e conhecimentos tradicionais indígenas no campo dos direitos humanos.

Desde uma abordagem interdisciplinar, objetiva explorar as inflexões teóricas, políticas e metodológicas suscitadas pela introdução da temática indígena nas investigações das comissões da verdade e agenciamento por coletivos indígenas de mecanismos transicionais na memória pública da ditadura e fornecer subsídios para a atuação de pesquisadores, educadores e atores da sociedade civil.

Estruturado em três eixos principais – Pesquisa, Ensino e Ação/Ativismo – as sessões são dedicadas a reflexões conjuntas nas áreas de antropologia, história, direito, jornalismo e psicologia, com referência a casos selecionados: a Comissão Nacional da Verdade, a comissão da verdade e luta por anistia política dos Aikewara pela repressão militar no contexto da guerrilha do Araguaia (PA), a dimensão psicossocial da violência estatal e as reivindicações reparatórias dos Krenak afetados pelo Reformatório Krenak (MG), a caracterização do genocídio Xetá (PR), as remoções e expulsões dos Avá-Guarani na construção da UHE Itaipu Binacional (PR), a experiência de militarização dos Maxakali (MG) pela Guarda Rural Indígena, a captura, remoção e cativeiro dos Avá-Canoeiro (TO) na década de 1970, e uma introdução às noções, mecanismos e trajetória do processo transicional brasileiro.

23/4
10h – Povos indígenas e ditadura: perspectivas históricas
Com Maria Rita Kehl, Cristine Takuá, Paula Berbert e Rafael Pacheco.

14h30 – Perspectivas e iniciativas indígenas em torno da história e da justiça
Com Tiapé Suruí, Aikewara da TI Sororó (PA), Murué Suruí, Aikewara da TI Sororó (PA),Iara Ferraz e Bruno Simões Gonçalves.

24/4
10h – O papel da pesquisa no enfrentamento à ditadura
Com Manuela Carneiro da Cunha, Edilene Coffaci de Lima e Rubens Valente.

14h30 – Justiça de transição para povos indígenas: conceitos, possibilidades, lacunas, agendas
Com Patricia de Mendonça Rodrigues, Júlia Navarra e Marlon Alberto Weichert.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Douglas Froes)

Palestrantes

Cristine Takuá

Cristine Takuá

É Maxacali ,filósofa, educadora e artesã indígena, vive na Terra Indígena guarani do Rio Silveira. Na comunidade do Rio Silveira é professora da Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kuai’ e também auxilia nos trabalhos  espirituais  na casa de reza. É fundadora e Conselheira do Instituto Maracá e represente de São Paulo na Comissão Guarani Yvyrupa (CGY). É representante do Núcleo de Educação indígena dentro da Secretaria de Educação de SP e membro fundadora do FAPISP ( Fórum de articulação dos professores indígenas do Estado de SP).
(Foto: Carlos Papa Guarani)

Bruno Simões Gonçalves

Bruno Simões Gonçalves

Psicólogo, pós-doc em psicologia da descolonização. Autor de pareceres sobre efeitos psicossociais da violência política estatal no Reformatório Krenak e TI Xavante de Marãiwatsédé. Coordena o Núcleo de Psicologia e povos tradicionais do Conselho Regional de Psicologia/SP e a Rede de Articulação Psicologia e Povos da Terra.
(Foto: Edgar Barrero)

Edilene Coffaci de Lima

Edilene Coffaci de Lima

Antropóloga, mestre e doutora pela USP, professora da UFPR. Pesquisa em etnologia, história indígena, conhecimentos tradicionais, patrimônio. Conviveu com os Katukina (AC) e mais recentemente com os Xetá (PR). Atuou na comissão da verdade do Paraná e é membro da Comissão Estadual Memória, Verdade e Justiça.
(Foto: Carlos Fausto)

Heloisa Starling

Heloisa Starling

Historiadora e politóloga, professora da UFMG. Atua na pesquisa e análise do ideário e de temas próprios à tradição republicana. Assessorou a CNV entre 2012 e 2014. Coordena o Projeto República: núcleo de pesquisa, documentação e memória (UFMG) e a Coleção Arquivos da Repressão no Brasil (Cia. das Letras).
(Foto: Fernando Rabelo)

Iara Ferraz

Iara Ferraz

Cientista social (USP), cursou mestrado e doutorado em Antropologia Social (USP e Museu Nacional/UFRJ) após o encontro, em 1975, com os “Gavião” e os Surui-Aikewara. Presta assessoria a esses povos, na lida com relações multifacetadas e agentes diferenciados; atuou na pesquisa para a CNV e Comissão de Anistia.
(Foto: Joana Carelli)

Manuela Carneiro da Cunha

Manuela Carneiro da Cunha

Antropóloga, professora da USP e University of Chicago. Sua atuação distribui-se pela Etnologia, História e direitos indígenas, escravidão negra, etnicidade, conhecimentos tradicionais, agrobiodiversidade e teoria antropológica. Contribuiu com as pesquisas da CNV sobre povos indígenas.
(Foto: IEA - USP)

Maria Rita Kehl

Maria Rita Kehl

Psicanalista, jornalista, escritora. Desde 1974 publica em jornais e revistas de SP e RJ, foi editora de Cultura para jornais de oposição à ditadura militar Movimento e Em Tempo. Atuou na CNV coordenando pesquisas sobre graves violações de direitos humanos de populações camponesas e indígenas.
(Foto: CPFL)

Marlon Alberto Weichert

Marlon Alberto Weichert

Advogado, procurador da República, atualmente Procurador Federal dos Direitos do Cidadão Adjunto na PFDC. Foi precursor na defesa da obrigação de se processar os autores de graves violações aos direitos humanos durante a ditadura militar e tem atuação nos diversos campos da Justiça de Transição.
(Foto: Acervo Pessoal)

Murué Suruí

Murué Suruí

Aikewara da TI Sororó (PA), enfermeira, escritora, educadora, licenciada pela UEPA, com atuação em educação escolar indígena. Co-autora de “O tempo da guerra” – os Aikewara e a guerrilha do Araguaia.
(Foto: Acervo Pessoal)

Patricia de Mendonça Rodrigues

Patricia de Mendonça Rodrigues

Antropóloga, com formação pelas universidades de Brasília e Chicago, realiza pesquisa etnográfica de povos indígenas do médio Rio Araguaia (Javaé, Karajá, Avá-Canoeiro do Araguaia, Xavante) desde 1990, tendo publicado diversos artigos e coordenado grupos técnicos de identificação de terras indígenas.
(Foto: Oiara Bonilla)

Rafael Pacheco

Rafael Pacheco

Antropólogo, doutorando em Antropologia Social (USP). Atua na interface entre Etnologia, História e direitos humanos, com pesquisas com o povo Xetá (tupi-guarani, PR) e em justiça de transição. Colaborou com as comissões da verdade Nacional e estaduais de PR e SP nas pesquisas sobre povos indígenas.
(Foto: Acervo Pessoal)

Rubens Valente

Rubens Valente

Jornalista, repórter da Folha de S. Paulo. Realizou diversas reportagens em áreas indígenas, especialmente nos anos 1990. Autor do livro Os fuzis e as flechas – história de sangue e resitência indígena na ditadura (Cia. das Letras), investigação feita com arquivos, entrevistas e trabalho de campo.
(Foto: Acervo Pessoal)

Tiapé Suruí

Tiapé Suruí

Aikewara da TI Sororó (PA), educador e pesquisador, licenciado pela UEPA, com atuação em educação escolar indígena. Co-autor de “O tempo da guerra” – os Aikewara e a guerrilha do Araguaia.
(Foto: Acervo Pessoal)

Júlia Navarra

Júlia Navarra

Cientista Social pela USP e graduanda em Direito pela PUC. Atua na assessoria jurídica do Centro de Trabalho Indigenista (CTI) desde 2016, especificamente com o povo Guarani. Contribuiu com a CNV com análise de casos para elaboração do capítulo Indígena.
(Foto: Acervo Pessoal)

Paula Berbert

Paula Berbert

Antropóloga e produtora cultural. Pesquisou junto aos Tikm?’?n_Maxakali a história de sua relação com o Estado, com ênfase nas memórias da Guarda Rural Indígena (Grin) e Reformatório Krenak, durante a ditadura civil-militar. Especialista em Práticas Curatoriais, trabalha com arte indígena contemporânea.
(Foto: Heber Biella)

Data

23/04/2019 a 24/04/2019

Dias e Horários

Terça e Quarta, 10h às 17h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 26 de Março, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 15,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 25,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 50,00 - inteira

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