Atividades

Um convite à reflexão sobre quem escreve, quem é lido e quem é silenciado nas literaturas para as infâncias.

Curso Presencial
Presença negras, indígenas e periféricas na literatura para as infâncias.

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Programa

No primeiro encontro do Literatura e Direitos Humanos: Para ler, ver e contar, a palavra é convocada como gesto político e poético, como matéria viva capaz de disputar sentidos sobre o mundo e sobre as infâncias. Pensar as literaturas das infâncias é olhar para aquilo que se escreve, se ilustra e se silencia quando se fala com crianças e jovens. É reconhecer que imagens e palavras não são neutras: elas constroem narrativas, moldam imaginários e revelam os modos pelos quais a sociedade vê, escuta e reconhece as infâncias, ou escolhe não reconhecê-las.


 


Os livros destinados às crianças funcionam como espelhos e retrovisores do tempo presente. Neles aparecem valores, hierarquias, ausências e conflitos que atravessam a vida social. Quando determinadas histórias se repetem e outras não chegam às prateleiras, o que está em jogo é o direito de existir simbolicamente, de se ver representado(a) e de imaginar futuros possíveis. Por isso, discutir a presença de narrativas negras, indígenas e periféricas na literatura para as infâncias é também discutir democracia, justiça social e direitos humanos.


 


Há seis anos, o Literatura e Direitos Humanos: para ler, ver e contar já reuniu mais de 50 obras literárias, atravessadas por uma curadoria comprometida com a diversidade de vozes, com contribuições de Cuti, Ana Maria Gonçalves, Camila Dias, Rogério Pereira, Letícia Liesenfeld e Bel Santos Mayer. O projeto é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC), organização social que, junto à Rede LiteraSampa, tem fortalecido a atuação de jovens mediadores de leitura em bibliotecas comunitárias, reconhecendo esses espaços como territórios fundamentais de formação cultural e política.


 


Em um país marcado por profundas desigualdades de acesso ao livro e à leitura, como apontam pesquisas nacionais sobre hábitos leitores, a exemplo do Retratos da Leitura no Brasil, encontros formativos como este reafirmam que a literatura não é privilégio, mas direito. Um direito que começa na infância e se sustenta na escuta, na representatividade e no compromisso ético com as realidades vividas.


 


Este encontro, portanto, não se limita à análise de obras. Ele propõe um exercício coletivo de imaginação política: pensar que histórias queremos contar às crianças, quem as conta e a serviço de quais futuros. É um chamado para que a literatura siga sendo espaço de encontro, de disputa e de reinvenção do mundo, desde as infâncias.


A atividade é realizada pelo Sesc SP, IBEAC Literatura e o Litera Sampa.


 


As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 26/3 no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou através do nosso app.

Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento pode ser feito através do cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br
A declaração será encaminhada em até 30 dias


O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por email: atendimento.cpf@sescsp.org.br


 

Palestrantes

Bel Santos Mayer

Bel Santos Mayer

Coordenadora geral do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC, co-gestora da Rede LiteraSampa. É educadora social, mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Turismo (EACH/USP), pesquisando a contribuição das bibliotecas comunitárias para o estudo das mobilidades.


(Foto: Nilton Fukuda)

Marcia Licá

Marcia Licá

do Tocantins para favela do Real Parque - zona sul de SP, mulher indígena-negra, mestranda na (FE-USP), na área de concentração Educação, Linguagem e Psicologia, sob orientação de Cláudia Riolfi. Desenvolve a pesquisa "Presenças negras na literatura destinada às infâncias: as leituras das crianças quilombolas do Maranhão". É graduada em Pedagogia e pós-graduada em Literatura Crítica para Crianças e Jovens.

 

Caio Zero

Caio Zero

arte-educador e autor de livros como Rumi, Aqui e Aqui e Maior Museu do Mundo. Pós-graduado pelo Colégio Pedro II em Artes Visuais. Com seus livros pôde participar de diversas premiações, receber selos e sair em revistas como: Revista Emília e Crescer na lista dos 30 melhores livros infantis de 2023 e 2024 e na lista do The New York Public Library's Best Books of 2025 com a publicação Sleep here, Wake There, lançada originalmente no Brasil como Aqui e Aqui, também foi finalista do prêmio Jabuti 2025. Além de ser convidado para representar o Brasil na LIFI, Festival Internacional de Ilustração em Lagos, na Nigéria. Atualmente promove a leitura e desenvolve livros ilustrados e histórias em quadrinhos, ministrando oficinas de quadrinhos, ilustração e desenvolve projetos de arte e literatura.

Arthur Christyan

Arthur Christyan

estudante do ensino médio e integra o círculo de leitura Literatura e Direitos Humanos: Para ler, ver e contar. Em 2025, foi reconhecido como jovem liderança periférica pelo Coletivo Encrespados, por meio do Percurso Formativo de Jovens Lideranças Periféricas, e também atua como jovem liderança no Debates Públicos na Escola, iniciativa da Ashoka.

Data

09/04/2026 a 09/04/2026

Dias e Horários

Dia 9/4, quinta,
das 14h às 16h

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

Grátis

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