Atividades

Ciclo apresenta aspectos da ciência arqueológica no Brasil

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Programa

Esse ciclo composto por quatro palestras apresenta alguns aspectos da ciência arqueológica no Brasil a exemplo do trabalho que vem sendo desenvolvido no Cais do Valongo, o uso de ferramentas tecnológicas no aprimoramento de técnicas tradicionais como a escavação e a investigação arqueológica de temas contemporâneos como a ditadura militar.

18/01 - Título: O Sítio Arqueológico Cais do Valongo como Patrimônio Mundial
A palestra abordará o processo de elaboração do dossiê de candidatura do Sítio Arqueológico Cais do Valongo submetido ao Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco e aprovado em julho de 2017 em Carcóvia (Polônia), com destaque para a dimensão histórica e  a construção do Valor Universal Excepcional do bem em questão, além da apresentação da estrutura e operacionalidade do grupo de pesquisadores, gestores públicos e lideranças da sociedade civil que levaram a termo o projeto.
Com Milton Guran, doutor em Antropologia, mestre em Comunicação Social-UnB e fotógrafo.  Membro do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da UNESCO, consultor do IPHAN.
Com Milton Guran e Rosana Najjar.

22/01 - Novas tecnologias a serviço da Arqueologia
O uso de tecnologias digitais está proporcionando novas perspectivas para a investigação científica em arqueologia. A ciberarqueologia tem sido utilizada no mundo de forma crescente desde o início dos anos 2000. As metodologias convencionais de arqueologia, como as escavações, comprometem o ambiente estudado. Uma análise prévia do local a partir da coleta de informações com os recursos digitais pode tornar o processo exploratório mais objetivo e consequentemente menos agressivo.
Com Marcelo Knorich Zuffo.

23/01 - Arqueologia das ditaduras militares na América do Sul
Nesta apresentação faço uma analise critica sobre o desenvolvimento das investigações arqueológicas interessadas nas ditaduras militares na América do Sul. Para isso, tomo como exemplo o caso argentino, tendo em vista sua história de políticas repressivas extremas; seu caráter pioneiro, abundante e diverso dos estudos sobre a temática, e a minha própria experiência de trabalho, que possui cerca de 10 anos de duração. Inicialmente, discuto a orientação que caracterizou os estudos, assim como os fatores sociais, políticos e acadêmicos que os impactaram. Posteriormente, apresento alguns desafios que estamos enfrentado, fazendo extensiva a reflexão ao caso brasileiro.
Com Andres Zarankin.

26/01 - Por uma arqueologia brasileira
Apresentação da Arqueologia, como estudo da cultura material, das coisas, a partir do século XIX e seus inícios precoces no Brasil, com a vinda da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808. Essa Arqueologia foi nobiliárquica daí até o final da monarquia, centrada no Museu Nacional e no IHGB. Com a República, a Arqueologia muda de foco, com o declínio tanto da preocupação, ainda que idealizada, com o indígena e os clássicos. Na década de 1930, o nacionalismo deu novos contornos, tendo a democracia levado ao surgimento da Arqueologia Científica e Humanista, sucedida pelo empiricismo com a Ditadura. A partir da década de 1970, surgem novas tendências humanistas, acentuadas pelo retorno dos civis e do Estado de Direito. A partir da legislação ambiental e patrimonial que se seguiu, a Arqueologia preventiva expandiu-se muito. Hoje, conhecemos muito melhor do passado mais antigo ao mais recente, graças à Arqueologia.
Com Pedro Paulo Funari.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Wikimedia Commons CC 3.0)

Palestrantes

Andrés Zarankin

Andrés Zarankin

Professor do departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais.(Foto: Acervo pessoal)

Milton Guran

Milton Guran

Doutor em Antropologia, mestre em Comunicação Social-UnB e fotógrafo.  Membro do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da UNESCO, consultor do IPHAN.
(Foto: Thais Rocha)

Rosana Najjar

Rosana Najjar

Graduada em Arqueologia pela Universidade Estácio de Sá, especialização Museu Nacional / UFRJ, mestrado e doutorado em Arqueologia pela USP. Arqueóloga do IPHAN.
(Foto: Acervo Pessoal)

Marcelo Knorich Zuffo

Marcelo Knorich Zuffo

Mestre e doutor em Engenharia Elétrica, e livre-docente em Meios Eletrônicos Interativos. Professor da Escola Politécnica da USP.
(Foto: Marcos Santos - USP Imagens)

Pedro Paulo Funari

Pedro Paulo Funari

Professor Tilular do Departamento de História da Unicamp.
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

18/01/2018 a 26/01/2018

Dias e Horários

Segunda, Terça, Quinta e Sexta, 15h às 17h

*Não haverá aula nos dias 19 e 25/1.

As inscrições podem ser feitas a partir de 19 de dezembro às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira

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