Atividades

Diante de ameaças territoriais constantes e descaso por parte do Estado brasileiro, como um quilombo do nordeste goiano tece cotidianamente sua existência?

Pesquisa em Foco
Um quilombo no século XXI: como existir no deserto?

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Programa

Será abordado o modo de ser e se relacionar de um quilombo contemporâneo, Família Magalhães (GO), assim como, os sentidos de "deserto" entre os membros do grupo e os modos criativos que encontram de continuarem existindo, por meio da política e da amizade, em busca de movimento. 


O grupo é originário dos kalungas, negros escravizados em fuga que viviam, desde o século XVII, escondidos pelas serras e vales do Rio Paranã. Em 2004, foram reconhecidos como quilombolas pelo Governo Federal, mas até o momento, não obtiveram o título de suas terras, previsto pela Constituição Federal. 


Os quilombolas pesquisados queixam-se com frequência do fato de perceberem o lugar onde vivem, devastado pelo garimpo e deixado pelos mais jovens, de estar sem movimento, em vias de virar "um deserto". Pretendo explorar os sentidos de deserto entre os membros do grupo e os modos criativos que encontram de continuarem existindo, por meio da política e da amizade, em busca de movimento.


A palestra está estruturada nos seguintes temas:

- Trajetória de pesquisa: como conheci o grupo, os caminhos tomados pela investigação;

- Quem são e como vivem os quilombolas de Família Magalhães;

- Histórico de ameaças e privação de direitos;

- Política e amizade: como mantém seu território em meio à percepção de viverem num deserto? 


As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.


Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Crédito: Daniela Perutti)

Palestrantes

Daniela Perutti

Daniela Perutti

Doutora em Antropologia Social pela USP, pesquisou a comunidade quilombola de Família Magalhães (GO). Foi pesquisadora da Comissão Pró-Índio de São Paulo, onde trabalhou com comunidades quilombolas e direitos territoriais.

(Crédito: Acervo Pessoal)

Data

06/08/2019 a 06/08/2019

Dias e Horários

Terça, 14h às 16h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 27 de junho, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 4,50 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 7,50 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 15,00 - inteira

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