Atividades

Reflexões sobre o poder

Curso Presencial
Uma história da branquitude nas artes visuais

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Programa

As obras de arte, no Ocidente, carregam um alto valor simbólico, sendo muito apreciadas por suas características estéticas. Aspectos formais ou técnicos, no entanto, costumam esconder (ou naturalizar) discursos de poder, silenciando processos violentos que vêm ocorrendo de maneira sistemática desde a fundação do mundo moderno, estabelecido a partir da colonização de corpos e territórios.  

Em meados do século XVIII, o racismo tornou-se uma teoria pautada na "racionalidade", que ganharia ares "científicos" no século seguinte. Porém, antes mesmo que existisse por escrito, a hierarquia de seres humanos baseada em tons de pele já estava presente no âmbito da pintura, num momento em que pessoas negras eram usadas para fins pitorescos, ou seja, o de realçar a brancura dos habitantes das metrópoles, característica paulatinamente associada à ideia de "civilização".

É no final do mesmo século XVIII em que se fundam os museus, instituições contemporâneas da Revolução Francesa, cujo lema "Liberdade, igualdade e fraternidade" se celebra ainda hoje. Ao analisar as imagens, porém, é notável que estes direitos a princípio universais aplicam-se a uma categoria bastante restrita da população.

Partindo da contradição entre o discurso genérico e a materialidade das obras, o curso analisará a persistência da supremacia branca na arte do Ocidente em três momentos-chave: a iconografia da Revolução do Haiti, o modernismo que se pretendia "cosmopolita" na Paris do início do século XX e as exposições contemporâneas que celebram a diversidade, mas que podem perversamente reforçar o poder (material e simbólico) daqueles que o detém.

Recomendamos o uso de máscara cobrindo nariz e boca.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, solicite pelo e-mail centrodepesquisa.cpf@sescsp.org.br, após a conclusão e efetivação do pagamento da sua inscrição, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.

As inscrições podem ser feitas a partir das 14h do dia 26/8 no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc ou presencialmente em qualquer unidade do Sesc São Paulo. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição. O cadastro é pessoal e intransferível.

O pagamento pode ser feito através do cartão de crédito, débito ou em dinheiro. Trabalhamos com as bandeiras Visa, Mastercard, Elo e Hipercard.

** Ao término do curso, você poderá solicitar sua declaração de participação pelo e-mail declaracao.cpf@sescsp.org.br
A declaração será encaminhada em até 30 dias

*** Havendo ainda disponibilidade de vagas para os cursos presenciais, as inscrições poderão ser feitas no dia do curso no Centro de Pesquisa e Formação.

O cancelamento poderá ser realizado com até 48 horas antes do início da atividade, por email: centrodepesquisa.cpf@sescsp.org.br

Palestrantes

Mariana Leme

Mariana Leme

Curadora e pesquisadora, interessada no cruzamento entre branquitude, colonialidade e cultura visual. É bacharel em Artes Visuais e mestre em História da Arte, ambos pela USP. Atuou como curadora assistente no MASP (2015-2019), curadora residente na Casa Tato (2021-2022) e assistente editorial da 34a Bienal de São Paulo (2021). Seus textos e traduções foram publicados nos periódicos Terremoto, seLecT, Revista de História da Arte e da Cultura, Tonel, Journal of Curatorial Studies e Revista Rosa.
(Foto: Victoria Negreiros)

Data

14/09/2022 a 05/10/2022

Dias e Horários

Quartas, 10h às 12h30.

Curso Presencial

Inscrições a partir das 14h do dia 26/8, até o dia 13/9.
Enquanto houver vagas.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 15,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 25,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 50,00 - inteira