Atividades

O ciclo discute os múltiplos traços da crônica no Brasil

Perspectivas
A crônica: da criação ficcional aos acontecimentos do dia

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Programa

Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

Ciclo dedicado à reflexão e debate sobre as diferentes expressões da crônica brasileira.

11/05 - A crônica entre o jornalismo e a literatura
Neste encontro será abordada a origem da crônica  e, principalmente, o desenvolvimento do gênero no Brasil, nos meados do século XIX, a partir de textos de autores como Machado de Assis e, nos primeiros anos do século XX, com o surgimento de importantes escritores, tais como, João do Rio, Rubem Braga, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Sabino.
Com Audálio Dantas.

18/05 - A crônica, uma conversa aparentemente fiada
O que vem a ser a crônica, esse gênero amado pelo leitor brasileiro, mas quase unanimemente ignorado pela crítica? Difícil, talvez impossível caracterizá-la. Tão difícil que Mário de Andrade entregou os pontos: "É tudo aquilo que chamamos de crônica". "Se não é aguda, é crônica", brincava Rubem Braga, o maior de nossos cronistas. A melhor avaliação é do crítico Antônio Candido, para quem a crônica seria "uma conversa aparentemente fiada". Pode não ser a definição rigorosa que ainda falta, mas é um excelente ponto de partida para se falar da crônica, rótulo que, hoje, muitos colam sumariamente a qualquer tipo de coluna nos jornais e revistas. Afinal, a crônica é jornalismo ou literatura?
Com Humberto Werneck.

25/05 - Olhar em torno, observar a vida, para captar os assuntos
Neste encontro será comentado o processo de criação da crônica. Ela é um recorte do cotidiano. Fala das pessoas comuns, seus sentimentos. É um Instagram em forma poética. No fundo a crônica servirá no futuro para o historiador registrar que é esta época em que vivemos: o que comemos, vestimos, bebemos, nossos usos e costumes, nossa linguagem, a moral e os divertimentos. A inspiração da crônica é a observação de tudo que se passa ao nosso redor. É ter o olhar arguto e os ouvidos abertos.
Com Ignacio de Loyola Brandão.

01/06 - A crônica no Brasil
A crônica só entra no país anos depois da introdução das máquinas de imprimir, no século 19. Não era ainda a crônica literária, concebida como uma pequena peça literária, pois lidava com as ideias, a política e os fatos policiais. A crônica é filha dos jornais, sempre esteve filiada a eles. Uma das fontes da crônica literária brasileira a partir do fim do século 19 é o "familiar essay" inglês. Nesta palestra serão apresentados autores e exemplos de assuntos, de definições e de textos, para confirmar o sugerido parentesco. Há uma aproximação entre a poesia lírica e a crônica literária: a liberdade de uma e de outra; o "eu" lírico presente nas duas.
Com Ivan Angelo.

08/06 - Transpor a fronteira: do traço à crônica
A princípio, a crônica sempre foi algo pensado a partir do texto. Causa surpresa pensar a charge ou história em quadrinhos como crônica. Mas é só pensar um pouco (e ouvir outras opiniões) para ampliar essa fronteira. Desenhando também se cronistifica, como atestam e atestaram Ziraldo, Fortuna, Maitena, Paulo Caruso, Angeli e centenas de amigos, amigas e mestres do traço. Portanto, quando se comenta os fatos da nossa vida de forma desenhada, também se faz crônica.
Com Laerte Coutinho.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

(Ilustração: Parisian Novels - Vincent Van Gogh - Melancholyblues at Italian Wikipedia - Public Domain)

Palestrantes

Laerte Coutinho

Laerte Coutinho

Laerte criou as revistas em quadrinhos Balão e da empresa Oboré. Publicou em veículos como O Pasquim, O Bicho, O Estado de S. Paulo, Folha de São Paulo. Editou a revista Piratas do Tietê, o mesmo nome da tira diária que produz.  Participou da redação dos programas TV Pirata, TV Colosso e Sai de Baixo.
(Foto: Rafael Roncato)

Humberto Werneck

Humberto Werneck

Escritor desde os 17 anos e jornalista desde os 23.
Trabalhou no Jornal da Tarde, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e Playboy, entre outras publicações. É cronista de O Estado de S. Paulo, onde escreve no Caderno 2.
(Foto: Paulo Leite)

Audálio Dantas

Audálio Dantas

Jornalista e escritor, recebeu em 2013, o Jabuti - Livro do Ano de Não-Ficção e o Juca Pato - Intelectual do Ano (União Brasileira de Escritores), por seu livro “As duas guerras de Vlado Herzog” (Editora Civilização Brasileira).
(Foto: Joao Batista Andrade)

Ignacio de Loyola Brandão

Ignacio de Loyola Brandão

Jornalista e escritor e tem 44 livros publicados, entre romances, crônicas, contos, viagem, infantis. Recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra.
(Foto: Ministerio da Cultura - Feira de Frankfurt 2013 CC BY 2.0)

Ivan Angelo

Ivan Angelo

Romancista, contista, cronista e jornalista. Recebeu o Prêmio Jabuti, em 1976, por "A festa" e, em 1996, por "Amor?", além do Prêmio APCA, em 1997, por "Pode me beijar se quiser".
(Foto: Divulgação)

Data

11/05/2017 a 08/06/2017

Dias e Horários

Quintas, 19h às 21h

As inscrições podem ser feitas a partir de 25 de abril às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira