A liberdade na pedagogia histórico-crítica
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Por que a pedagogia histórico-crítica preconiza que a educação escolar deve produzir a socialização do domínio das mais ricas produções científicas, artísticas e filosóficas?
Para responder a essa pergunta é necessária a análise dos vínculos dessa pedagogia com a concepção de mundo dialética, histórica e materialista. Uma das categorias nucleares dessa visão de mundo é a de liberdade.
A dialética entre condicionamento e liberdade, própria à condição cultural de todo ser humano, é um aspecto do trabalho educativo que precisa ser explorado em todas as suas dimensões, para o aprofundamento da compreensão das potencialidades e dos limites da educação escolar na formação de indivíduos que atuem como sujeitos de processos sociais transformadores.
Mas a transformação das condições sociais é feita pelas pessoas que se formaram nessas mesmas condições. Para que essa transformação ocorra, é preciso que os indivíduos desenvolvam a capacidade de desnaturalização dessas condições, o que requer o domínio de conhecimentos da realidade sociocultural para além dos fenômenos imediatamente perceptíveis na cotidianidade.
Destaca-se aqui a dialética entre a determinação social das ações individuais e o papel da consciência individual e coletiva na condução de ações transformadoras. Nesse curso a liberdade será trabalhada a partir de Saviani, Lukács, Vigotski e Gramsci.
As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.
(Foto: Pexels - Pixabay CC0 Public Domain)
Palestrantes
Newton Duarte
Docente da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp. Doutorou-se em educação pela Unicamp e fez pós-doutorado na Universidade de Toronto, Canadá e na Universidade de Sussex, Inglaterra.
(Foto: Acervo Pessoal)
Bibliografia
Duarte, Newton. Os conteúdos escolares e a ressurreição dos mortos. Contribuição à teoria histórico-crítica do currículo. Campinas: Autores Associados, 2016.
Gramsci, Antonio. Concepção Dialética da História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
___________. Os Intelectuais e a Organização da Cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1982.
Lukács, György. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. In: COUTINHO, C. N.; NETTO, J. P. (Org.). O jovem Marx e outros escritos de filosofia. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007. Disponível em: http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/sem_pedagogica/fev_2009/bases_ontologicas_pensamento_atividade_homem_lukacs.pdf
___________ Para uma Ontologia do Ser Social. Volume 1. São Paulo, Boitempo, 2012.
_____________ Para uma Ontologia do Ser Social. Volume 2. São Paulo, Boitempo, 2013.
Saviani, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. Campinas: Autores Associados, 2011, 11ª ed.
Vigotski, Lev. Obras Escogidas, tomo III: problemas del desarrollo de la psique. Madrid (España). Visor Distribuciones, 1995.
Data
24/07/2017 a 28/07/2017
Dias e Horários
Segunda a Sexta, 14h às 18h
As inscrições podem ser feitas a partir de 27 de junho às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.