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Arte situação emergente

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Programa

Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.

centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600


Realizado em parceira com o Centro de Pesquisa em Linguagens Digitais da Universidade de São Paulo (COLABOR), o simpósio reunirá experiências e reflexões de artistas, ativistas e pesquisadores em torno da proposição de uma “arte emergente”, num contexto político-mediático. Com convidados do Brasil, da França, do Haiti, de Moçambique, da Rússia e da Síria, debaterá alternativas para uma arte emergente que necessariamente implique uma crítica à situação presente, seja da sociedade, da cultura ou da própria arte, promovendo processos desconstrutivos das formas predominantes. Como hipótese de trabalho, admite-se que tal arte possa ser identificada em reações urgentes, prementes ou excepcionais, a situações de desestabilização, opressão e restrição a integridades de indivíduos, populações, a seus territórios, sistemas culturais e liberdade de expressão.

 

16/08

14h30 - Abertura: Arte Emergente

Com Artur Matuck


15h às 18h - Arte e Ciência - Diálogos e emergências interdisciplinares


Arte e ciência mantêm um relacionamento imemorial. A história alterna períodos em que não havia distinção entre uma e outra, e contextos nos quais arte e ciência adquirem objetivos e processos próprios e, aparentemente, excludentes. Na atualidade, a convergência tecnológica possibilitou uma reaproximação entre os campos, permitindo que se entrelaçassem, criando dinâmicas inéditas e inaugurando epistemologias que desafiam os paradigmas da ciência clássica, bem como processos artísticos que integram escalas e dimensões antes inconcebíveis.

Atualmente, artistas se apropriam da ciência e da tecnologia, ao mesmo tempo em que cientistas se aproximam da arte para explicitar conceitos e ideias, ressaltando a insuficiência da metodologia científica na apreensão e expressão de realidades crescentemente complexas, reticulares e dinâmicas. 

Dispositivos contemporâneos ampliam nossa visão no micro e no macro, não só de nossa realidade imediata, mas também do cosmos e do tempo, encurtando distâncias entre o domínio do sensível e o da razão, e estabelecendo diálogos interdisciplinares. Estes novos olhares configuram-se em face de um mundo cada vez mais múltiplo em suas leituras, mas que ao mesmo tempo ainda carrega paradigmas limitantes. Neste sentido, a arte, bem como outros campos da cultura humana, como a espiritualidade e a conexão com a natureza, estimula uma visão ampliada e heterodoxa ao incluir uma perspectiva diferenciada diante dos fenômenos da realidade.

Com Ismael Nobre, Olga Kisseleva e Anne Egídio


Mediação: Eunice Maria da Silva e Rodrigo Maceira.

 

18h às 19h: Intervalo

 

19h às 21h30 - Intervenções territoriais 

Com motivações, extensões e resultados diversos, o território da metrópole moderna ocidental tem servido, sobretudo da década de 1960 em diante, a experimentações poéticas que encontram na recodificação do imaginário urbano táticas e estratégias de reação à dessensibilização do cotidiano orientado à produção e ao consumo.


Inscrevem-se entre os temas de abrangência deste painel a redescoberta do comum por meio do compartilhamento de experiências sensíveis, a dimensão política do jogo pós-situacionista, a busca por uma práxis não cotidiana, os limites de uma estética emergente/emergencial e impermanente, os desafios do espaço-tempo relacional sob as lógicas de produção e consumo, a vocação liminóide da performance ativista, a institucionalização do jogo face à sedução do entretenimento, e, entre outros tópicos cabíveis, a espetacularização do ativismo nas ciberarenas.

Para refletir sobre as relações entre poéticas da emergência e cidade, a mesa receberá artistas e pesquisadores com experiências em práticas artísticas no espaço público, em movimentos ativistas, história do ativismo criativo, teatro de guerrilha, coletivismos, cartografias de vigilância e subjetividade em processos coletivos.

Com Alain Snyers, Renato Rezende e Rage Art

Mediação:Rodrigo Maceira

 

17/08

10h às 13h -  Oficinas
A arte no meio da rua: intervenção urbana 

A oficina tem a finalidade de estimular a imaginação dos participantes numa operação de arte-comunicação no espaço público. Propõe um desvio das normas da comunicação urbana pautada pelo comércio ou pela organização da cidade. O grupo trabalhará em sala e também a partir da observação em campo.

Com Alain Snyers


O artista como pesquisador: contexto social e a posição do artista diante do emergente/emergencial

Tomando como pressuposto a crise prolongada pela qual atravessa o mundo, em sua relação com as contradições econômicas e suas consequências, a oficina incluirá: (1) análise de uma emergência social local relacionada com o mundo da arte; (2) produção coletiva em videoarte como resposta a tal emergência.

Com Olga Kisseleva

 

13h às 15h: Intervalo

 

15h às 18h: Políticas do corpo sensorial

O território artístico corporal abrange áreas diversas: o teatro, a dança, a performance, o canto, entre outras artes presenciais. Esta mesa tem como objetivo a investigação do corpo em suas insurgências. 


Pensar o corpo enquanto suporte poético para uma concepção crítica do presente será o ponto de partida das exposições. A relação simbiótica entre teoria e prática suportará o eixo do debate, pensado como propulsor de ideias, questionamentos e, principalmente, fator de ação para mudança na realidade social. 

A discussão, ainda, propõe-se a pensar a hibridez dos processos criativos na arte contemporânea, a função social do artista, as fronteiras da arte presencial, bem como a provocação de sua legitimidade.

Com Andreia Yonashiro, Lenna Bahule e Marcelo Denny


 

18h às 19h: Intervalo

19h às 21h30 - Refúgio, migração e representação

As fronteiras da contemporaneidade, para além de linhas políticas e econômicas, tornam-se cada vez mais a fronteira ideológica do que compartilhamos ou não - com o outro - o que apontamos de humanidade em nós mesmos. 


A imigração e o refúgio expressam hoje a grande crise em torno dessa questão: quem se inclui ou não sob uma forma de vida? Quem ficará de um lado ou outro de uma cerca, muro ou barreira de armas? 

Nesse mundo, as marcas desse deslocamento são permanentes. As enormes feridas das violações humanas dos genocídios ou xenofobias. Mas também, ou principalmente, as sementes de uma humanidade que, paradoxalmente, caminha no sentido original e inusitado de romper fronteiras e compartilhar uma mesma forma de vida.

O Brasil possui um solo cultural híbrido, composto pelos povos ameríndio, africanos, além dos europeus. Atualmente, num mundo de fronteiras múltiplas, temos recebido também imigrantes provenientes de outros países latino-americanos, assim como refugiados de áreas de crise no Oriente Médio e África. Isso tudo pode gerar um complexo étnico rico, alimentado produtivamente com fragmentos de muitas culturas e propício para uma arte emergente capaz de representar uma alternativa para os modelos hegemônicos introjetados pelos fluxos da mídia massiva. O que tem a arte a ver com isso tudo? Pode ser a expressão de uma resistência humana? Esta mesa coloca tais questões em debate sob o enfoque do literato e estudioso; do poeta refugiado e da dramaturga que ousa questionar a linha de exclusão.

Com Patrick Dieudonne, Mariana Queiroz, Mohamaad Hmede

Mediação: Antonio Herci


18/08 

10h às 13h - Oficinas
A arte no meio da rua: Intervenção urbana

A oficina tem a finalidade de estimular a imaginação dos participantes numa operação de arte-comunicação no espaço público. Propõe um desvio das normas da comunicação urbana pautada pelo comércio ou pela organização da cidade. O grupo trabalhará em sala e também a partir da observação em campo.

Com Alain Snyers

O artista como pesquisador: contexto social e a posição do artista diante do emergente/emergencial

Tomando como pressuposto a crise prolongada pela qual atravessa o mundo, em sua relação com as contradições econômicas e suas consequências, a oficina incluirá: (1) análise de uma emergência social local relacionada com o mundo da arte; (2) produção coletiva em videoarte como resposta a tal emergência.
Com Olga Kisseleva.

Clique aqui para baixar o Material de Apoio do Simposório Internacional "Arte situação emergente".

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar

Palestrantes

Artur Matuck

Artur Matuck

Professor na Escola de Comunicação e Artes da USP e tem pós-graduação em artes visuais pela Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos. Foi bolsista da Fundação Fullbright para desenvolver pesquisa sobre copyright na Universidade de Iowa.
(foto : divulgação)

Alain Snyers

Alain Snyers

Cofundador do grupo francês UNTEL, colaborou com o artista, filósofo e sociólogo Hervé Fischer, entre 1979 e 1980, em experiências de arte sociológica. Sua produção artística privilegia a cidade e a vida cotidiana, por meio de intervenções que combinam observação, diversão e paródia.
(foto : divulgação)

Ismael Nobre

Ismael Nobre

Bacharel em Biologia pela Universidade Federal de São Carlos, com especialização em Manejo de Áreas Protegidas e Áreas Silvestres, e doutor em Dimensões Humanas dos Recursos Naturais pela Colorado State University, nos EUA, e pós-doutor em Estudos de População pela Unicamp. 
(foto : Divulgação)

Anne Egídio

Anne Egídio

Graduada em Letras e pós-graduada em Sociopsicologia. Psicanalista clínica, integrou o projeto de clínica pública de psicanálise, na Vila Itororó, e atualmente participa do projeto de psicanálise clínica aberta, na Casa do Povo, e do Programa de Assistência e Estudos de Somatização, da Unifesp.
(foto : divulgação)

Eunice Maria da Silva

Eunice Maria da Silva

Mestre e doutoranda em Estética e História da Arte pelo Programa Interdisciplinar em Estética e História da Arte da USP, investiga a intervisualidade como estratégia de exploração ambiental no território e no ciberespaço. Licenciada em Artes Plásticas (ECA-USP), integra o Colabor (ECA-USP).
(foto : divulgação)

Olga Kisseleva

Olga Kisseleva

Professora e pesquisadora da relação entre ciência e artes mediáticas. Desde 2000, ensina arte contemporânea na Universidade Panthéon-Sorbonne de Paris 1. Editora da Plastik Art & Science Magazine e chefe do departamento de Arte e Ciência, e membro do Alto Comitê Científico da Sorbonne.
(fonte : divulgação)

Renato Rezende

Renato Rezende

Artista plástico e escritor, iniciou seus estudos acadêmicos no Instituto de Psicologia da USP. Diplomado Bachelor of Arts pela University of Boston, foi pesquisador do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (ECO/UFRJ).  Doutor em Arte e Cultura Contemporânea no Instituto de Artes da UERJ.
(fonte : Sergio Cohn)

Rage Art

Rage Art

Artista visual, artista de rua, designer, músico experimental, conhecido por suas intervenções urbanas. Desde 2006, tem participado de mostras coletivas e, individualmente, desenvolvido diversos trabalhos de ressemantização do imaginário urbano.
(fonte : Rage)

Rodrigo Maceira

Rodrigo Maceira

Doutorando em Estética e História da Arte na USP. Tem pesquisa em poéticas de guerrilha, texto expandido e estéticas midiáticas. (foto : Lucas Hirai)

Andreia Yonashiro

Andreia Yonashiro

Bailarina, diretora, coreógrafa e professora. Atuou em espetáculos e produções como Claraboia e Estudos para claraboia, Tempest, Erosão, Um leite derramado, Toró, A flor boiando além da escuridão, entre outros.
(fonte : Roni Diniz)

Lenna Bahule

Lenna Bahule

Moçambicana radicada em São Paulo, pesquisa a música vocal e caminhos para o uso da voz e do corpo como instrumento musical e de expressão artística. Orienta cantores e grupos corais/vocais, desenvolvendo um trabalho de expansão criativa e expressiva, com uso de técnicas variadas.
(fonte : Alle Manzeno)

Marcelo Denny

Marcelo Denny

Pesquisador, professor universitário, diretor teatral, cenógrafo, artista plástico, performer, curador e diretor de arte, desenvolve pesquisa sobre visualidades, performance e performatividades na cena contemporânea. Chefe do departamento de Artes Cênicas da ECA-USP.

(fonte : Chico Castro)

Patrick Dleudonne

Patrick Dleudonne

Haitiano radicado em São Paulo, Patrick estudou Jornalismo e Letras, e tem experiência, como ator, em teatro e televisão. Roteirista e documentarista, com pesquisa sobre as relações entre história, migrações e preconceito.(fonte : divulgação)

Mariana Queiroz

Mariana Queiroz

Atriz, dramaturga e consultora sobre a Palestina do Coletivo de Galochas. Realiza trabalhos de leitura mediada para crianças, oficinas de dramaturgia e construção de identidades em ocupações urbanas e rurais. Graduanda em Geografia na USP.(fonte : Alessandra Missio S. Boulos)

Mohamaad Hmede

Mohamaad Hmede

Poeta e estudioso das Letras Clássicas Árabes e também dos fenômenos de adaptação vernacular e dialetos nos diversos territórios muçulmanos. Refugiou-se no Brasil desde 2015, fugindo da guerra na Síria. Atualmente é professor de Árabe para brasileiros, além de vender comida árabe para sobreviver.
(fonte : divulgação)

Antonio Herci

Antonio Herci

Compositor e dramaturgo, mestrando em Estética e História da Arte na USP. Trabalha com teatro de ocupação urbana em territórios de conflito: ocupações, comunidades, manifestações e grupos de refugiados sírios e palestinos. Faz parte do Coletivo de Galochas.(fonte : divulgação)

Data

16/08/2017 a 18/08/2017

Dias e Horários

Quarta, das 14h30 às 21h30
Quinta, das 10h às 21h30
Sexta, das 10h às 13h
As inscrições podem ser feitas a partir de 25 de julho às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira