Atividades

Reflexões sobre a confluência do cinema com o Impressionismo, no final do século XIX, até o final da década de 1930

Contextos
Cinema e artes plásticas: o espelho da modernidade

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Programa

De todos os fenômenos culturais surgidos no século XX, talvez o cinema tenha sido o mais expressivo, se levarmos em conta alguns motivos que corroboraram com sua imediata aceitação e poder de fascínio. Em primeiro lugar temos de levar em conta a crise da arte figurativa, que culminou no movimento Impressionista na pintura, e os movimentos estéticos seguintes como o Cubismo e o Expressionismo, que hoje nos servem como retrato da mente do homem moderno. Depois, com o rápido desenvolvimento do cinema de entretenimento com Thomas Edison e George Meliés, artistas das vanguardas dadaístas e surrealistas perceberam o potencial técnico para a exploração artística e filosófica do novo meio. Como técnica genuinamente nascida na modernidade, o cinema é o espelho da ascensão e da queda dos ideais modernistas que nos transformou naquilo que Walter Benjamin chamou de "homens da multidão".

Este curso fará um passeio que vai desde a confluência do cinema com o Impressionismo, no final do século XIX, até o final da década de 1930, quando as metrópoles aparecem na tela grande como se fossem a Quimera mitológica que nos engole o tempo inteiro.

Programa
- Do nascimento do cinema ao nascimento de uma nação.
Por meio da exibição de diversos curtas-metragens realizados no início do cinema, estabeleceremos uma comparação com o declínio da arte figurativa e como os pintores da época buscaram resolver o problema da fidelidade do olhar, ao mesmo tempo em que Paris passava a ser o vetor da modernidade e os Estados Unidos um polo de produção cinematográfica comercial.

- O Expressionismo Alemão e o cinema soviético.
Encontraremos em filmes como O gabinete do Dr. Caligari e Fausto a representação da decadência germânica após a Primeira Guerra Mundial e entenderemos como o cruzamento entre a arte expressionista e as imagens em movimento apontavam, desde o início, para o totalitarismo de um regime como o nazista. De outro lado, na União Soviética, veremos como a precisão de uma arte construtivista estava intimamente ligada à estética da montagem de Serguei Eisenstein e Dziga Vertov.

- O consciente coletivo e inconsciente fragmentário.
O dadaísmo, movimento de "anti-arte", segundo Duchamp, declarou guerra à lógica e ao sentido de um mundo em guerra em 1916. Quando descobriram o potencial do cinema, subverteram de maneira radical a linguagem fílmica. Daí para o surrealismo não foi preciso muito. Nesta aula serão exibidos os filmes Rythmus 21 (1921), Filmstudie (1928) e Ghosts before breakfest (1928), de Hans Richter, A estrela do mar (1925), de Man Ray e O cão andaluz (1929), de Luis Buñuel e Salvador Dalí. Serão discutidos conceitos de teoria social dos anos pós primeira guerra, psicanálise, arte surrealista e mal-estar na cultura.

- A modernidade e a metrópole no Brasil e na Europa.
O modernismo tardio no Brasil não nos privou de uma série de agruras do progresso que, num primeiro momento, não foi sentido, mas marcou o inconsciente coletivo. Poemas, pinturas e filmes provam a desestruturação do ego moderno em São Paulo, principalmente. Veremos alguma poesia de Mário de Andrade, obras de Segall e Anita Malfatti e os filmes São Paulo, sinfonia da metrópole e Fragmentos da vida, dois dos melhores filmes brasileiros dos anos 1920.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Divulgação)

Palestrantes

Donny Correia

Donny Correia

Poeta e cineasta, é mestre e doutor em Estética e História da Arte pela USP e bacharel em Letras - tradutor e intérprete pelo Centro Universitário Ibero-Americano (Unibero). Realizou os curtas experimentais Anatomy of decay, Braineraser, Totem, este selecionado para a 34ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e Prêmio Canal Brasil. É coordenador de programação da Casa Guilherme de Almeida.
(Foto: Divulgação)

Data

10/10/2018 a 31/10/2018

Dias e Horários

Quartas, 10h às 13h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 26 de Setembro, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira