Atividades

O curso pretende, em nove encontros, introduzir temas ligados à gestão cultural em contextos tradicionais.

Gestão Cultural
Curso de Gestão Cultural em Contextos tradicionais 2ª edição

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Programa

Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação no ato da inscrição, com no mínimo dois dias de antecedência da atividade.

O que é cultura popular? E erudita? E folclore? Como podemos pensar a gestão cultural nas manifestações tradicionais? Depois do registro do patrimônio imaterial, como proceder para que não haja musealização das tradições? Como consagrar os saberes tradicionais e populares no âmbito acadêmico sem descaracterizá-lo e sem submetê-lo à hierarquização do conhecimento formal? Como divulgar uma tradição popular retirando-a de seu contexto original? E os grupos de pesquisa populares não ligados à tradição? Qual sua importância? Qual seu papel?

 O Curso de Gestão em Contextos Tradicionais, em sua segunda edição, aborda não somente essas questões, mas, principalmente, as formas como diversas disciplinas, como a sociologia, as artes plásticas, a música, a história e a antropologia, construíram e discutiram questões como os conceitos de cultura, memória, folclore, popular e erudito, alteridade e identidade. O repertório oferecido pelo curso, pensado de modo interdisciplinar e introdutório, coloca em foco as práticas culturais existentes a fim de criar ferramentas para se pensar sobre as formas de produzir e gerir manifestações populares de maneira crítica e ampliando o poder de relacionar estas expressões culturais com os diversos setores da sociedade gerando capital simbólico que possibilite a manutenção e renovação destas práticas.  


Objetivos:


Estimular o desenvolvimento da pesquisa e o registro da cultura tradicional popular por estudantes, praticantes e gestores, estabelecendo um espaço crítico reflexivo sobre a importância das abordagens de manifestações populares;

Discutir os conceitos de cultura, cultura erudita e cultura popular em sua articulação com as concepções veiculadas pelas Ciências Humanas e Sociais do Século XX até a contemporaneidade.

Instrumentalizar os participantes de um aporte teórico-metodológico introdutório que viabilize a análise da criação e da gestão na contemporaneidade, respeitando as experiências dos indivíduos e dos grupos em suas múltiplas relações de pertença.

Discutir as relações de poder no âmbito das produções e do consumo cultural e as tensões entre os saberes acadêmicos e populares, uma vez que é cada vez mais presente o saber popular dentro das universidades.

Compreender os saberes e fazeres tradicionais populares para fortalecimento da identidade, para desenvolvimento de formas mais adequadas de abordagem destas manifestações.



05/08 - Antropologia e Cultura Popular: questões conceituais e metodológicas. 

Com: Carlos Rodrigues Brandão


19/08 - Folclore, Cultura Popular e Cultura Erudita 

Com: Ivan Vilela 


02/09 - Metodologia da Pesquisa (Parte Teórica e Prática/Trabalho de Campo)

Com: Alberto Ikeda 


16/09 - Religiosidade, Crenças e Cultos Populares 

Com: Vagner Silva e Walmir Damasceno


30/09 - Pedagogia nas Danças e Folguedos Brasileiros 

Com: Alessandra Ribeiro 


07/10 - Linguagens e Narrativas

Com: Rafael Menezes Bastos 

28/10 - Artes Visuais na perspectiva das Culturas Populares 

Com: Ricardo Lima e Alberto Ikeda 

11/11 - Patrimônio Imaterial – Mapeamento e Registro 

Com: Silvana Rubino e O Mestre Jorge 


25/11 - Políticas Públicas e Culturas Populares 

Com: Dane de Jade 

 

Palestrantes

Alberto Ikeda

Alberto Ikeda

Professor de Etnomusicologia e Culturas Populares na Unesp, onde coordena o grupo de estudos de música étnica e popular do Brasil da América Latina. (Foto: Acervo pessoal)

Walmir Damasceno

Walmir Damasceno

Jornalista, ex-Coordenador de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Itapecerica da Serra. Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi, dirigente tradicional do Nzo Tumbansi Tua Nzaambi Ngana Kavungu e coordenador nacional do ILABANTU – Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu.

Silvana Rubino

Silvana Rubino

Doutora em ciências sociais e professora da UNICAMP.
(Foto: Acervo pessoal)

Carlos Rodrigues Brandão

Carlos Rodrigues Brandão

Livre docente em Antropologia do Simbolismo pela Unicamp. Realizou estudos de pós-doutorado em antropologia junto à Universidade de Perugia e à de Santiago de Compostela. 

Ivan Vilela

Ivan Vilela

Músico, compositor, pesquisador e professor da ECA/USP, onde leciona História da Música Popular Brasileira, Viola Brasileira, Rítmica e Percepção Musical.

Alessandra Ribeiro Martins

Alessandra Ribeiro Martins

Doutoranda em Urbanismo na PUC - Campinas. Gestora da Casa de Cultura Afro Fazenda Roseira e Liderança da Comunidade Jongo Dito Ribeiro, reconhecido pelo IPHAN em 2005 como Patrimônio Cultural Nacional.

Rafael José de Menezes Bastos

Rafael José de Menezes Bastos

Professor de antropologia na UFSC e músico. Viveu por cerca de três anos entre os Kamayurá e outros grupos indígenas das terras baixas da América do Sul. É autor de artigos sobre etnomusicologia  e de dois livros sobre a música Kamayurá.

Vagner Gonçalves Silva

Vagner Gonçalves Silva

Doutor em Antropologia Social, professor livre-docente da USP. Desenvolve pesquisas na área de populações afro-brasileiras, sobre temas como religiosidade, artes afro-brasileiras e representação etnográfica.
(Foto: Acervo Pessoal)

Dane de Jade

Dane de Jade

Secretaria de Cultura do Crato (CE) Ceará, atriz-pesquisadora, produtora, arte-educadora, radialista e gestora cultural. Pós-graduada em Gestão Estratégica nas Organizações de Terceiro Setor na Universidade Estadual do Ceará – UECE e Doutoranda em Turismo, Lazer e Cultura pela Universidade de Coimbra em Portugal.

Ricardo Lima

Ricardo Lima

Professor Adjunto do Instituto de Artes / UERJ (desde 1995), onde leciona na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Artes, coordena o Núcleo de Cultura e Arte Populares e é co-editor da Revista Textos Escolhidos de Cultura Popular. Foi pesquisador do Centro Nacional de Cultura Popular / IPHAN / MinC (1983 - 2011), onde foi responsável pelo Setor de Pesquisa e Coodenador da Sala do Artista Popular. Assumiu no período de 2009 a 2011 a Coordenação Técnica do Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural.
(Foto: Acervo Pessoal)

Mestre Jorge

Mestre Jorge

Diretor Social e Capitão de Guarda de Moçambique da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de Contagem - Comunidade Negra dos Arturos, mestre em construção de instrumentos de percussão tradicionais ganhador do Prêmio Culturas Populares do Ministério da Cultura - Edição Mazzaroppi - 2012.

Data

05/08/2017 a 25/11/2017

Dias e Horários

Sábados, 10 às 17h30

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 36,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 60,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 120,00 - inteira