Atividades

Refletir e problematizar os encontros da antropologia com diferentes linguagens visuais.

Perspectivas
Imagem e Antropologia: intersecções possíveis

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Programa

Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
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O propósito é explorar as imagens enquanto objeto e método de pesquisa antropológica, abarcando tanto questões teóricas quanto analíticas.

As relações entre antropologia e imagem remontam aos primórdios de ambas as práticas – já no começo do século XVIII expedições antropológicas levavam câmeras fotográficas para suas incursões de campo. Essa relação – às vezes transparente e objetiva, outras tantas em segundo plano e ilustrativa – tem diversas complexidades e complicações, algo que buscaremos refletir criticamente neste curso.

Nesse sentido, as cinco palestras procuram abordar o tema de modo geral e em suas especificidades. Abrindo com uma reflexão sobre a trajetória conjunta e conflituosa das imagens com o campo antropológico, as palestras buscam explorar os diversos vieses abertos por essa trajetória.

Desenho, fotografia, cinema, vídeo game, cada linguagem visual apresenta novos caminhos e problemas para a antropologia social. Como lidar com a abertura, a subjetividade e a reflexividade da imagem na antropologia? Como usar e transformar a disciplina antropológica a partir da imagem? Por sua vez, como a antropologia pode impactar as práticas e as linguagens visuais?

Desse modo, pretende-se refletir criticamente sobre o uso da imagem na antropologia, como instrumento, objeto e produto final da pesquisa. As palestrantes buscarão abordar a discussão de cada linguagem visual na disciplina, as principais questões e os problemas colocados diante dessa relação; ademais, irão explorar tais problemas em suas especificidades, apresentando pesquisas e trabalhos de campo como mote e exemplo de discussão do tema.

Programa

13/06 – Antropologia e imagens: panoramas e reflexões
Os esforços de investigação e utilização das imagens buscando nelas, ou com elas, soluções metodológicas para lidar com as problemáticas sociais contemporâneas, e não a sua percepção como obstáculo à objetividade, tem sido cada vez mais frequentes.
Na Antropologia, nos últimos quarenta anos, a imagem vem ganhando centralidade, surgindo como uma aposta no poder e potencial desta linguagem para compreensão das realidades sociais.
Este campo, que pode assumir denominações diversas como, por exemplo, Antropologia Visual, Antropologia da Imagem, Antropologia Audiovisual, é um campo consolidado com um lastro de reflexões importantes sobre a construção de conhecimento antropológico. Esse encontro visa dar um panorama geral acerca das possibilidades e interseções desta área da antropologia.
Com Andréa Barbosa.

20/06 . Desenho e Antropologia
Por que os antropólogos desenhavam e por que pararam de fazê-lo? Com questões como essas em mente, o encontro busca percorrer e recuperar partes de uma possível história do desenho na antropologia, bem como os regimes de visualidade que a atravessam, com o objetivo de apresentar o estado da arte da relação entre desenho e antropologia em torno do século XXI.
Com Ainá Azevedo.

22/06. Fotografia e Antropologia
Neste encontro procuramos explorar os usos da fotografia na antropologia a partir das questões de evidência, agência e materialidade, desde seus envolvimentos coloniais até a emergência de práticas metodológicas compartilhadas. A ideia é compreender os primeiros usos da fotografia na disciplina, as mudanças de paradigma e os trabalhos recentes de reengajamento, produção e análise da fotografia na pesquisa antropológica.
Bruna Triana.

27/09. Antropologia  do Cinema
Este encontro tem como objetivo discutir o cinema na antropologia sob duas perspectivas: enquanto objeto de pesquisa antropológica e a produção de filmes etnográficos.
O foco se dá no cinema de Jean Rouch, que trabalha com a etnoficção, ou seja, um método de filmagem no qual borra as fronteiras entre o documentário e a ficção, levando a imaginação para sua etnografia através de criações conjuntas com os sujeitos filmados.
Com Kelen Pessuto.

29/06. Videogame Huni Kuin - uma aventura antropológica
Encontro sobre o processo de criação do videogame "Yube Baitana: os caminhos da Jibóia" (2016), desenvolvido por antropólogos e programadores em parceria com o povo indígena Huni Kuin (Kaxinawá) do Acre, a partir de pesquisa etnográfica e oficinas de vídeo e desenho nas aldeias indígenas, com o objetivo de pensar as possibilidades, os desafios e os limites do uso da tecnologia e da linguagem dos games no campo da Antropologia e Estudos Culturais.
Com Nadja Marin.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

(Foto: Nadja Marin)

Palestrantes

Andréa Barbosa

Andréa Barbosa

Antropóloga, professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) onde coordena o Grupo de Pesquisas Visuais e Urbanas (VISURB). É pesquisadora do Grupo de Antropologia Visual da USP desde 1996 e membro da comissão editorial da Revista GIS- Gesto imagem e Som. Em 2015 foi Visiting Scholsr na University of Oxford. Desenvolve pesquisas sobre a relação entre cidade, imagem e memória.
(Foto: Acervo Pessoal)

Ainá Azevedo

Ainá Azevedo

Antropóloga e professora adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal da Paraíba. Em sua investigação de pós-doutorado, trabalhou sobre a relação histórica e atual entre desenho e antropologia, além de ter ministrado oficinas em diversas universidade sobre o desenho como método de pesquisa.
(Foto: Acervo Pessoal)

Bruna Triana

Bruna Triana

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo. Pesquisadora associada ao Grupo de Antropologia Visual (GRAVI/USP). Realiza pesquisa sobre fotografia, memória, arquivo e colonialismo.(Foto: Acervo Pessoal)

Kelen Pessuto

Kelen Pessuto

Doutoranda em Antropologia Social na Universidade de São Paulo. Possui mestrado em Artes Cênicas pela Unicamp, graduada em Cinema pela FAAP e atriz formada pelo Teatro-Escola Célia Helena. Pesquisadora de cinema curdo e iraniano. Membro dos seguintes grupos de pesquisa: CRIA (Centro em Rede de Investigação em Antropologia - Portugal), GRAVI (Grupo de Antropologia Visual - USP), NAPEDRA (Núcleo de Antropologia, Performance e Drama- USP) e GRACIAS (Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes- USP).(Foto: Acervo Pessoal)

Nadja Marin

Nadja Marin

Antropóloga e documentarista. Seu foco atual está no ensino das técnicas de produção audiovisual entre povos indígenas e em projetos de comunicação intercultural. Graduada em ciências sociais e jornalismo, com especialização em documentários etnográficos pela Universidade de Manchester, Inglaterra, e doutoranda em Antropologia Social na Universidade de São Paulo.(Foto: Acervo Pessoal)

Data

13/06/2017 a 29/06/2017

Dias e Horários

Terças e Quintas, 19h30 às 21h30

*Não haverá aula no dia 15/6.

As inscrições podem ser feitas a partir de 24 de maio às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira