Atividades

Repensando o campo de estudos das teorias, bases críticas e historiografias das artes

Contextos
Introdução brasileira à teoria, história e crítica das artes

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Programa

O curso oferece uma abordagem introdutória das teorias, historiografias e critérios de crítica desenvolvidos desde que se pensou sobre as artes na antiguidade grega. Considera que o discurso eurocêntrico acerca das artes pode ser complementado por uma perspectiva que ultrapassa a ideia do fim da disciplina História da Arte, anunciado nos anos 1980, ao contemplar teorias, histórias e críticas desenvolvidas a partir das artes rupestres e ameríndias.

1°Encontro: Por que estudamos as artes e por que as produzimos?
Leitura crítica do filme Caverna dos sonhos esquecidos do cineasta alemão Werner Herzog - convidado a filmar em tecnologia 3D pinturas rupestres encontradas em 1994 e consideradas as obras de arte mais antigas do mundo realizadas pelo ser humano. Apontam-se as razões que nos levam ao estudo das artes, bem como os limites com os quais nos defrontamos quando produzimos conhecimento acerca delas.

2°Encontro: Como a arte se relaciona com os outros saberes e qual é o seu potencial?
Com base no livro As palavras e as coisas de Michel Foucault aborda como o ser humano começou, a partir do Renascimento, a organizar o mundo, primeiro de forma analítica e depois de forma historicizante. O autor usa o quadro As meninas de Diogo Velàzquez para explicar as duas grandes revoluções no pensamento humano: o pensamento clássico que analisa o mundo como se fosse um campo interminável de conhecimento e, depois, o pensamento oitocentista que preenche o espaço analítico aberto com histórias sobre os fazeres humanos.

3° e 4°Encontro: Como a filosofia e a teologia se relacionam com as artes?
Discute como, a partir do reconhecimento do poder da arte, tanto filosofia como teologia desenvolveram maneiras de ou controlá-la ou de agredi-la. São apresentadas as diversas estratégias, seja o iconoclasmo com base em ressentimentos religiosos, políticos e estéticos, seja a invenção de acheiropoeitons. Aborda de forma cronológica, desde a Antiguidade grega até o Romantismo, o modo como a filosofia lidou com a arte, procurando colocá-la ao seu serviço e declarando-a morta, até reconhecer novamente, no século XX, seu potencial emancipatório.

5° e 6°Encontro: Qual é a relação entre a história e seus modelos, os estudos da arte e a arte?
Com referência ao historiador britânico E.H. Carr e ao filósofo alemão Walter Benjamin, são introduzidos os conceitos "positivismo", "historicismo" e os modelos evolucionistas e circulares de história. Investiga também como a arte, no caso obras teatrais e cinematográficas, brasileiras, britânicas e americanas, contestam ou afirmam esses modelos.

7°Encontro: O que é crítica da arte?
O encontro possui quatro partes que apresentarão as diferentes abordagens avaliativas da arte. 1° As origens da crítica por meio dos autores que se apoiaram na Poética de Aristóteles. 2° As abordagens pantólogas e biográficas. 3° Tratados e autores que oferecem metodologias orientadoras. 4° Artistas que debateram as diferenças entre as artes e, como elas, ofereceram sistemas avaliativos supostamente objetivos.

8° e 9°Encontro: Como a arte é estudada como ciência?
As aulas sinalizam que o estudo científico da arte partiu do estudo da historicidade das artes e que o primeiro paradigma estabelecido - época e estilo - nunca foi quebrado, senão apenas modificado, até o famoso fim da História da Arte em 1983.

10°Encontro: Como se estudam as artes no Brasil?
Esta aula aborda integralmente o caso brasileiro. Discute questões gerais acerca do Brasil e sua condição de ex-colônia, depois a periodização desenvolvida para estudar suas artes e seus mitos fundadores. Introduz a teorização das artes para, no fim, abordar a escrita de manuais, a crítica da arte e a história da arte, bem como a importância de diversas exposições de artistas nacionais e internacionais na divulgação de movimentos e estilos.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Divulgação)

Palestrantes

Carolin Overhoff Ferreira

Carolin Overhoff Ferreira

Professora no curso de História da Arte da UNIFESP, com pós-doutoramento sênior pela ECA-USP.
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

19/09/2018 a 21/11/2018

Dias e Horários

Quartas, 15h às 17h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 28 de Agosto, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira