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Sobre que tradições literárias, filosóficas e culturais está assentada essa espécie de romance-catedral

Contextos
Por que ler o Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa

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Programa

É do escritor português Almeida Faria a definição mais genuína, espontânea e franca a respeito do grande romance concebido por João Guimarães Rosa, lançado em 1956: "A leitura de Grande sertão: veredas foi uma das razões de eu ter ficado treze anos sem publicar. (...) Não foi nenhum trauma, não, foi um fascínio a que não tentei resistir. Ler um grande autor dá-me tanto prazer quanto escrever, e ajuda-me a definir os meus limites. Em nível de invenção verbal, Rosa é inultrapassável.

Assim que entendi isso, decidi seguir na direção oposta à dele. (...) A linguagem de Guimarães Rosa é em língua portuguesa a que transmite a constante inventiva do mundo infantil, a busca de um modo novo de dizer a novidade de tudo".

Na história dos jagunços do Norte de Minas, narrada pelo ex-jagunço Riobaldo, "grande sujeito e brabo", cruzam-se os registros do epos, o mithos e do ethos, em torno de uma situação de interlocução de natureza dramática, cujo tom da linguagem é predominantemente lírico.

Em relação ao uso da língua portuguesa, o Grande sertão: veredas investe todo o tempo no padrão da instabilidade semântica, configurando-se como uma das duas prosas mais perturbadoras do Modernismo (a outra é de Clarice), segundo Antonio Candido.

O livro oscila entre as atmosferas do real e do fantástico, misturadas na vertiginosa capacidade de invenção de Guimarães Rosa. O mundo cindido da elaboração ficcional e da interpretação racional, que invadem a mente do protagonista Riobaldo a todo momento, é a matriz de um romance que sonda o terreno da introspecção psicológica sem deixar de radiografar, por um viés sociocultural inequívoco, o sertão brasileiro.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

Palestrantes

Welington Andrade

Welington Andrade

Doutor em Literatura Brasileira pela USP, professor da Faculdade Cásper Líbero, editor da revista Cult.
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

17/11/2017 a 17/11/2017

Dias e Horários

Sexta, 10h às 13h

As inscrições podem ser feitas a partir de 26 de outubro às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 4,50 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 7,50 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 15,00 - inteira