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Um gênero que diz muito sobre quem somos

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Telenovela e Sociedade

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Programa

Telenovelas ainda são frequentemente alvo de preconceito e vistas como um produto meramente alienante, que apela para um “sentimentalismo barato” e um “entretenimento fácil”. Durante muito tempo, foram associadas a um público com recorte de classe e de gênero específico, apesar de atingir públicos diversos. O objetivo deste ciclo é analisar o papel das telenovelas em refletir e formar valores e representações sociais, seu papel conservador e crítico da realidade, sua relação com o público e sua internacionalização.

17/9
Telenovela e política

As relações entre telenovela e política, objeto da fala, podem ser evidenciadas quando ressaltamos situações em que a narrativa ficcional: a) atua como constituidora do Cenário de Representação da Política; b) é utilizada para dar forma a escândalos políticos; c) traz temas polêmicos e acontecimentos da política cotidiana e institucional, gerando um debate público ampliado; d) oferece valores e padrões de conduta moral que permitem aos telespectadores posicionar seus dramas pessoais cotidianos em termos que fazem sentido coletivamente; e) apresenta-se como universo imagético e argumentativo com potência política de promover desidentificação e revelar cenas polêmicas de enunciação.
Com Ângela Cristina Salgueiro Marques.

Merchandising social
A telenovela brasileira também se caracteriza pela abordagem de temas sociais que compõem o cotidiano do país proporcionando não apenas fruição estética, mas também debates e discussões. Partindo dessa compreensão, a fala enfocará o merchandising social, apresentando um panorama dos temas tratados nas últimas décadas e suas repercussões. 
Com Maria Cristina Palma Mungioli.

19 /9
Dias Gomes, realismo mágico e ditadura militar
A obra de Dias Gomes é marcada pela alegoria, tanto no teatro quanto na televisão. Durante a ditadura militar, essa característica assumiu traços bastante significativos, tanto políticos quanto estéticos. O Bem-Amado (1973), Saramandaia (1976) e Roque Santeiro (1985-86) são diferentes expressões do realismo mágico na obra dele e desempenham diferentes formas de expressão crítica sobre o Brasil durante aquele regime político de exceção. O objetivo dessa fala é justamente analisar os diferentes modos de representação do real pelas novelas considerando seus diferentes contextos.
Com Igor Sacramento.

Os movimentos sociais nas novelas de Benedito Ruy Barbosa
A fala abordará as novelas de Benedito Ruy Barbosa, dos anos 90 na Rede Globo. Destacará a construção de imagem estereotipada/distorcida de movimentos sociais e o apelo ao naturalismo, como meio de representar a conjuntura político-social, ocultando sua verve conflituosa e a exploração do trabalho, bem como estigmatizando os movimentos reivindicatórios e heroificando o patronato.
Com Márcia Maria Corsi Moreira Fantinatti.

24/9
A alteridade nas novelas de Glória Perez
As novelas de Glória Perez, objeto da fala, têm contribuído para a problematização da identidade e da alteridade. A autora enquadra o Outro como recurso narrativo para propor ao público um olhar estrangeiro sobre si mesmo. Promove o contraponto das culturas como ponte para superar a diferença. Força o enfrentamento daquilo que a sociedade não quer reconhecer.
Com Patrícia Sobral de Miranda.

A teledramaturgia bíblica pela TV Record: sentidos, mediações e conexões
 A apresentação intenta pôr em relação diferentes planos de análise tomando como objeto o ciclo de produções relacionadas ao Antigo Testamento iniciado em 2010 e veiculadas pela Rede Record de Televisão, propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus. Trata-se de produtos da indústria cultural imbricados, desde o seu começo, em tensões e discussões a respeito das lógicas que fundamentam a demarcação de fronteiras entre o domínio do religioso e do entretenimento. A investigação salienta o movimento que alguns agentes identificam como uma ‘‘virada judaicizante’’ pela Igreja Universal.
Com Jorge Scola.

26/9
Som Livre e as trilhas sonoras: a difusão da música na novela
A canção popular e a telenovela ocupam um importante espaço no imaginário e na cultura brasileira e, como consequência, constituem importantes produtos da indústria cultura. Da junção dessas duas, surge a trilha sonora da telenovela que representou, entre a década de 1970 até meados dos anos 2000, o lugar da música na TV e num dos principais meios de difusão de artistas e canções nacionais e internacionais. A Rede Globo e a gravadora Som Livre ocupam papel central neste cenário e serão objeto de análise.
Com Heloisa Toledo.

A interação entre telenovelas e redes sociais
No Brasil, o hábito de assistir e comentar telenovelas são práticas sociais que vêm sofrendo modificações significativas no contexto da internet e das redes sociais digitais. Nesse cenário em que os consumidores são também produtores de conteúdo, e que proliferam as produções de memes, montagens, fanfics e shippagem, a cultura da telenovela ganha novos contornos, tornando mais explícita a relação entre as narrativas televisivas e as experiências cotidianas e, portanto, culturais dos brasileiros. Tal relação é o objeto da fala.
Com Erika Oikawa.

1/10
O consumo de telenovelas mexicanas no Brasil
As telenovelas mexicanas chegaram ao Brasil em 1982 com a exibição de “Os Ricos Também Choram”. Fundamentalmente melodramáticas, maniqueístas, com personagens arquétipos e estimulando diferentes emoções no telespectador, essas tramas conquistaram uma parcela do público brasileiro, são consumidas regularmente até hoje no país e são o objeto desta fala.
Com Joana d'Arc de Nantes Silva.

A internacionalização das novelas brasileiras
Como gênero melodramático, podemos dizer que a telenovela ‘funciona’ como uma vitrine do cultural, material e do simbólico. Na perspectiva de uma reflexão sobre a internacionalização da telenovela brasileira, a fala traz uma breve trajetória de um gênero que sobrevive, por quase 70 anos, entre a permanência e a inovação, a produção renovando-se na capacidade que teve de misturar uma matriz universal, aberta às leituras de diferentes povos, com particularidades nacionais, simbólicas e históricas, tanto no plano da linguagem televisiva como na temática.
Com Marcia Perencin Tondato.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Se você necessita de recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição, entre outros, solicite por e-mail ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade. centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

(Foto: Memória Globo)

Palestrantes

Ângela Cristina Salgueiro Marques

Ângela Cristina Salgueiro Marques

Doutora em Comunicação pela UFMG. Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG. Pesquisadora associada ao Grupo de Pesquisa em Democracia e Justiça (MARGEM) – DCP-FAFICH.
(Foto: Acervo Pessoal)

Erika Oikawa

Erika Oikawa

Doutora em Comunicação Social pela PUCRS. Professora do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA) e pesquisadora do Observatório Ibero-Americano de Ficção Televisiva (OBITEL-BRASIL).
(Foto: Acervo Pessoal)

Heloisa Toledo

Heloisa Toledo

Cientista social e doutora em Sociologia pela UNESP Araraquara. Docente em cursos de graduação e pós-graduação nas disciplinas de Ciências Humanas e Sociais, Cultura Geral e Cultura Brasileira e Indústria Cultural.
(Foto: Acervo Pessoal)

Igor Sacramento

Igor Sacramento

Doutor em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ), pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde (Laces/Fiocruz) e professor dos programas de pós-graduação em Comunicação e Cultura (PPGCOM/UFRJ) e em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Fiocruz).
(Foto: Acervo Pessolal)

Joana D Arc de Nantes Silva

Joana D Arc de Nantes Silva

Doutoranda em Comunicação no Programa de Pós-Graduação da UFF. Mestre em Comunicação pela mesma instituição. Atualmente também integra os grupos de pesquisa NEMACS e TeleVisões.
(Foto: Jean Paul Dejean)

Jorge Scola

Jorge Scola

Doutorando em Antropologia Social pelo Programa de Pós-Graduação da UFRGS, pesquisador membro do Núcleo de Estudos da Religião (NER/UFRGS) e do “Religião, arte, materialidade e espaço público: grupo de antropologia” (MARES/CNPq).
(Foto: Ramon Moser)

Maria Cristina Palma Mungioli

Maria Cristina Palma Mungioli

Professora doutora da ECA/USP. Líder do grupo GELiDiS – Linguagens e Discursos nos Meios de Comunicação ECA-USP/CNPq.
(Foto: Acervo Pessoal)

Márcia Maria Corsi Moreira Fantinatti

Márcia Maria Corsi Moreira Fantinatti

Jornalista. Doutora em Ciências Sociais pela UNICAMP, com estágio de studos na Universitá Degli Studi di Roma La Sapienza - Itália. Comenta e analisa a programação televisiva no blog @sacimula.wordpress.com.
(Foto: Acervo Pessoal)

Marcia Perencin Tondato

Marcia Perencin Tondato

Doutora em Comunicação pela ECA-USP. Docente, pesquisadora e orientadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Consumo da ESPM/SP. Pesquisadora-líder do grupo de pesquisa Comunicação e Consumo e Identidade Socioculturais - CiCO.
(Foto: Acervo Pessoal)

Patrícia Sobral de Miranda

Patrícia Sobral de Miranda

Professora de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da UERJ e pesquisadora de ficção seriada televisiva. Doutora em Letras pela UFRJ e Mestre em Jornalismo pela Southern Illinois University, Carbondale, EUA.
(Foto: Acervo Pessoal)

Data

17/09/2018 a 01/10/2018

Dias e Horários

Segundas e Quartas, 19h30 às 21h30.

As inscrições podem ser feitas a partir de 28 de Agosto, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo.

Valores

R$ 18,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 - inteira