Atividades

Conceitos, práticas e experiências diretas da Museologia Social

Contextos
Uma introdução à Museologia Social

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Programa

O curso objetiva contribuir para a reflexão, o desenvolvimento e a apropriação de conteúdos, informações e experiências de Museologia Social ou Sociomuseologia, estimulando o desenvolvimento de práticas e reflexões em diálogo. Haverá visita a Casa da Pedra, em Paraisópolis.

 

Durante longo tempo os museus serviram apenas para preservar os registros de memória e a visão de mundo das classes mais abastadas; de igual modo funcionaram como dispositivos ideológicos do estado e também para disciplinar e controlar o passado, o presente e o futuro das sociedades em movimento. Na atualidade, ao lado dessas práticas clássicas um fenômeno novo já pode ser observado. O museu está passando por um processo de democratização, de ressignificação e de apropriação cultural. 

 

Já não se trata apenas de democratizar o acesso aos museus instituídos, mas sim de democratizar o próprio museu compreendido como tecnologia, como ferramenta de trabalho, como dispositivo estratégico para uma relação nova, criativa e participativa com o passado, o presente e o futuro. Vale ainda considerar que ele é ferramenta e artefato, podendo servir também para tiranizar a vida, a história, a cultura; para aprisionar o passado e aprisionar os seres e as coisas no passado e na morte. 

 

Deste modo para entrar no reino narrativo dos museus é preciso confiar desconfiando, é necessária uma perspectiva crítica: os museus são lugares de memória e de esquecimento, assim como são lugares de poder, de combate, de conflito, de litígio, de silêncio e de resistência; em certos casos, podem até mesmo ser não-lugares. Toda a tentativa de reduzir os museus a um único aspecto, corre o risco de não dar conta da complexidade do panorama museal no mundo contemporâneo.

 

O curso é voltado a profissionais do campo da cultura, da memória, do patrimônio e dos museus, estudantes de ciências humanas e sociais, educadores, artistas, poetas, militantes sociais e demais interessados no tema. Serão aulas expositivas, debates, leituras coletivas e individuais. Oficinas envolvendo pesquisa de campo, observação, realização de fotografias e vídeos. Apresentação de vídeos. Estudos, pesquisas e orientações virtuais. Avaliação coletiva e participativa.




Programa

 

Ementa: 

I. Museu, museologia e patrimônio: conceitos básicos. 

Museu, museologia e patrimônio como campos de disputa e de ocupação do passado, do presente e do futuro. Museu, museologia e patrimônio em perspectiva diacrônica e sincrônica. Classificação tipológica de museus: classificar e desclassificar. Museu, museologia e patrimônio do final do século XVIII à Segunda Guerra Mundial. Museu, museologia e patrimônio após a Segunda Guerra Mundial.

 

II. Memória e Museologia Social: antecedentes e descendentes. 

Memória em debate. Antecedentes - reflexões e experiências que inspiram e amparam a Museologia Social: Museu do Índio (RJ), Museu de Imagens do Inconsciente (RJ), Museu de Arte Negra (RJ), Museu Nacional da Nigéria, Museu de Anacóstia, Ecomuseu da Comunidade de Cresout Montceau, Ecomuseu do Seixal, Museu Etnológico de Monte Redondo, museus comunitários do México e outros. Descendentes – Experiências contemporâneas como o Museu do Patrimônio Vivo da Grande Paraíba e os museus indígenas do Ceará. Dobraduras e desdobramentos da Museologia Social ou Sociomuseologia.

 

III. Museologia Social: práticas e experiências diretas

Do Museu da Maré, passando pelo Museu Vivo de São Bento, passando pelo Museu de Favela, chegando aos 12 Pontos de Memória e indo além. A crise contemporânea dos museus sociais e as questões de propriedade do território. A Museologia Social e os movimentos sociais: LGBT, MST, Comunidades Indígenas e Quilombolas. 

 

IV. A Museologia Social e seus documentos fundadores. 

Da Mesa Redonda de Santiago do Chile (1972) à Declaração do Rio – XV Conferência Internacional do MINOM (2013), passando pela Declaração de Quebec (1984) e pelo Encontro Internacional de Museus no Rio de Janeiro (1992).

 

V. Viagem de estudo: mergulho radical na Museologia Social

Haverá uma visita técnica à Casa da Pedra, em Paraisópolis.


 

(Foto: Daniel Fagundes)


As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Palestrantes

Mário de Souza Chagas

Mário de Souza Chagas

Poeta, museólogo, professor da UNIRIO mestre em Memória Social e doutor em Ciências Sociais. É um dos responsáveis pela Política Nacional de Museus e um dos criadores do Sistema Brasileiro de Museus, do Cadastro Nacional de Museus, do Programa Pontos de Memória, do Programa Nacional de Educação Museal e do Instituto Brasileiro de Museus. (Foto: Acervo pessoal)

Data

23/05/2015 a 27/06/2015

Dias e Horários

Sábados, 10h às 17h.
*Dia 6/6 não haverá aula.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 
4º andar do prédio da FecomércioSP 
Bela Vista - São Paulo/SP

Valores

R$ 30,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 50,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 100,00 - inteira